EUA criam 94 mil postos de trabalho

Desempenho do mercado de trabalho em novembro surpreende e, segundo analistas, afasta risco de recessão

O Estadao de S.Paulo

07 de dezembro de 2007 | 00h00

Os Estados Unidos criaram mais postos de trabalho do que o previsto pelos analistas em novembro, o que afastou, por ora, o risco de uma recessão. Foram 94 mil novos empregos, ante a expectativa de 85 mil. A taxa de desemprego, por sua vez, permaneceu no mesmo nível de outubro: 4,7%. Os especialistas previam um índice de 4,8%. O porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto, disse que "é uma boa notícia sobre a economia". A taxa de desemprego começou a subir em março, quando marcou o menor nível em cinco anos com 4,4%, empurrada em parte pela crise do setor imobiliário e pela alta nos preços da energia.A secretária de Trabalho dos Estados Unidos, Elaine Chao, afirmou que, desde agosto de 2003, a economia dos EUA teve um aumento de 8,35 milhões de empregos. "Apesar dos problemas nos mercados imobiliários e dos altos preços da energia, tivemos 51 meses consecutivos de aumento do emprego, o maior período ininterrupto de expansão desde que a estatística é feita", acrescentou.Nos últimos 12 meses, a criação de empregos nos EUA atingiu a média de 127 mil por mês. Na próxima semana, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) terá sua última reunião do ano. Os números do emprego em novembro levaram muitos analistas a diminuir suas apostas para a redução da taxa básica de juros. A maioria agora crê em um corte de 0,25 ponto porcentual, o que levaria o juro para 4,25% ao ano. Antes dos dados de emprego, muitos acreditavam em uma redução de 0,5 ponto porcentual. O foco dos analistas, agora, é o comunicado que será divulgado após o encontro do Fed. Eles querem tentar encontrar, nas palavras do BC americano, pistas sobre os próximos passos em relação à trajetória da política monetária. O relatório mostrou que o setor de serviços continua alimentando o crescimento do mercado de trabalho nos EUA. Revelou, também, que as perdas de postos de trabalho na construção, na manufatura e no setor de serviços financeiros continuaram. Em novembro, o setor de serviços teve um ganho líquido de 127 mil vagas de emprego. O comércio criou 24 mil empregos. Houve perda de 24 mil empregos na construção, 11 mil nas fábricas, e 13 mil no setor imobiliário.REMUNERAÇÃODe outro lado, a remuneração horária média subiu 0,5% em novembro, ou seja, US$ 0,08 por hora, alcançando os US$ 17,63, o maior aumento desde junho. Em um ano, até novembro, as remunerações horárias aumentaram 3,8%.A média semanal de horas trabalhadas pelos empregados em produção permaneceu em 33,8 horas pelo quinto mês consecutivo, e a remuneração semanal média subiu de US$ 593,19 em outubro para US$ 595,89, segundo o relatório divulgado pelo Departamento do Trabalho.Outro dado positivo no relatório é que a participação na força de trabalho (número de pessoas em idade produtiva) aumentou de 65,9% de outubro para 66,1% em novembro.

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