Reuters
Reuters

EUA criam menos vagas que o esperado e taxa de desemprego fica em 4,9%

Resultado pode fazer o banco central norte-americano desconsiderar um aumento da taxa de juros neste mês

Dow Jones Newswires

02 Setembro 2016 | 10h18

WASHINGTON - A economia dos Estados Unidos criou 151 mil empregos em agosto, informou nesta sexta-feira, 2, o Departamento do Trabalho. Analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal previam crescimento maior, de 180 mil postos, o que pode fazer o Federal Reserve, banco central norte-americano, desconsiderar um aumento da taxa de juros neste mês.

Revisões de meses anteriores mostraram que os empregadores criaram 1 mil empregos a menos em junho e julho somados que o antes estimado. A taxa de emprego seguiu em 4,9% em agosto, quando analistas previam queda para 4,8%.

O ganho médio por hora para os trabalhadores do setor privado subiu US$ 0,03, ou 0,1%, na comparação entre agosto e o mês anterior, para US$ 25,73. Na comparação anual, os ganhos médios por hora tiveram alta de 2,4%, uma leve desaceleração ante o ganho anual do mês passado, mas bem acima da modesta inflação dos EUA neste momento.

Os EUA têm gerado vagas a um ritmo de 182 mil ao mês até agora neste ano, abaixo das médias de 2015 e 2014, mas segundo economistas um patamar adequado para absorver os que entram no mercado de trabalho e manter a taxa de desemprego em patamar considerado bom.

A criação de vagas em agosto foi puxada pelo setor de serviços e por cargos públicos. Já o emprego no setor de mineração, que inclui a indústria de petróleo e gás, e no setor de construção tiveram diminuição no mês passado.

A taxa de participação da força de trabalho manteve-se em 62,8% em agosto. A hora média trabalhada recuou em 0,1 hora no mês passado, para 34,3 horas na semana. / COM REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.