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EUA criticam o Brasil por questionar protecionismo na OMC

O principal negociador agrícola dos Estados Unidos, embaixador Allen Johnson, criticou a iniciativa do Brasil de se queixar na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as supostas práticas desleais da União Européia (UE), no setor de açúcar, e dos norte-americanos no comércio de algodão. "A iniciativa do Brasil de levar os casos ao sistema de disputas da OMC não ajuda as negociações da rodada lançada em Doha, no ano passado, e que tem como um de seus objetivos debater o protecionismo agrícola", afirmou o embaixador.Nesta quinta-feira, o Brasil inicia consultas com os europeus, a primeira etapa de um processo que pode levar mais de um ano. O Brasil acusa o bloco econômico de subsidiar os produtores de açúcar, o que estaria causando um prejuízos de US$ 1 bilhão por ano. No início de dezembro, será a vez das consultas com os Estados Unidos pelas supostas práticas desleais no comércio de algodão.Segundo funcionário do governo norte-americano, é de interesse do Brasil que a atenção dos governos fique concentrada nas negociações, e não em disputas. "Uma prova da prioridade que estamos dando à OMC é a proposta que estamos fazendo para a liberalização do mercado agrícola. Sabemos que sem um avanço neste setor, as implicações para a rodada da OMC poderão ser sérias. Estamos em um momento crítico", disse Johnson, ao apresentar mais uma proposta dos Estados Unidos, desta vez sobre a regulamentação de créditos agrícolas.Mas o governo brasileiro e economistas internacionais tem outra opinião. A idéia é de que, sem as queixas, tantos os europeus como os norte-americanos não irão reformar os mecanismos de subsídios como os países em desenvolvimento gostariam. "Sem as pressões feitas pelos países exportadores, a reforma do sistema agrícola mundial poderá levar entre cinco e dez anos para ocorrer", disse Timothy Josling, economista da Universidade de Stanford.O embaixador ainda ressaltou que espera trabalhar junto com a equipe do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, nas negociações na OMC. "Temos interesses comerciais comuns", disse o norte-americano.

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