EUA: dado de emprego é o pior em 26 anos

Pedidos de auxílio-desemprego atingiram 30 mil na semana passada

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS, O Estadao de S.Paulo

24 Dezembro 2008 | 00h00

O número de trabalhadores americanos que entraram com pedido de auxílio-desemprego atingiu na semana passada o maior nível em 26 anos. Segundo o Departamento do Trabalho, a quantidade de pedidos feitos na semana encerrada em 20 de dezembro subiu 30 mil em relação à semana anterior, para o nível sazonalmente ajustado de 586 mil. Economistas esperavam aumento de 6 mil. A média de pedidos em quatro semanas, que normalmente minimiza a volatilidade dos números semanais, também estabeleceu nova máxima em 26 anos, subindo em 13.750, para o total de 558 mil. A taxa de desemprego entre trabalhadores que recebem o benefício permaneceu inalterada em 3,3%. Também ontem, o Departamento de Comércio informou que as encomendas de bens duráveis nos EUA caíram 1% em novembro, para US$ 186,88 bilhões. Economistas esperavam declínio de 3%. O dado de outubro foi revisado para queda de 8,4%, ante estimativa anterior de declínio de 6,9%. Na comparação anual, as encomendas caíram 4,2% em novembro. As encomendas de bens de capital que não são do setor de defesa aumentaram 4,7% em novembro, após recuo de 6,6% em outubro. As encomendas por bens duráveis no setor de transportes declinaram 7,4%, após caírem 12,7% em outubro. Excluindo transportes, as encomendas por todos os outros bens duráveis subiram 1,2%, depois de queda de 6,8% em outubro. A renda pessoal nos EUA, por sua vez, caiu 0,2% em novembro. Os gastos com consumo recuaram 0,6%, após uma queda de 1% em outubro. Economistas esperavam queda de 0,1% na renda pessoal e declínio de 0,8% nos gastos em novembro. HIPOTECAS REAGEM O número de pessoas que na semana passada iniciaram os trâmites para pedir uma hipoteca nos Estados Unidos foi 48% superior ao de uma semana antes, segundo a Associação de Bancos Hipotecários (MBA, na sigla em inglês), que relaciona esse aumento à redução das taxas de juros aplicadas a esses empréstimos. A MBA informou ontem que o número de hipotecas solicitadas aumentou 124% em comparação com a mesma semana do ano anterior. O que mais aumentou foram os pedidos de empréstimos para refinanciar hipotecas anteriores, que avançaram 62,6%, enquanto os solicitados para adquirir um novo aumentaram 28%. Esses aumentos coincidem com fortes quedas nas taxas de juros aplicadas aos empréstimos hipotecários, como reflexo da redução da taxa básica de juros promovida pelo governo americano. Em 16 de dezembro, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) fixou a taxa de juros entre 0% e 0,25%.

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