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EUA definem plano para bancos

Plano, que será apresentado amanhã, prevê aporte bilionário nos bancos e incentivos para compra de títulos podres

Stephen Labaton, O Estadao de S.Paulo

07 de fevereiro de 2009 | 00h00

Depois de semanas de debates internos, o governo Obama concordou com um plano que injeta bilhões de dólares de capital novo nos bancos e estimula os investidores a adquirirem os ativos mais problemáticos destas instituições. O novo plano de resgate dos bancos, que será apresentado em linhas gerais amanhã em um discurso do secretário do Tesouro Timothy F. Geithner, não exigirá que os bancos aumentem seus empréstimos. Isto apesar das críticas de que as instituições que já receberam recursos do Programa de Ajuda a Ativos Problemáticos, TARP na sigla em inglês, ou os guardaram ou os utilizaram para adquirir outros bancos. Os incentivos para os investidores poderão ser o compromisso de absorver parte dos prejuízos dos ativos que adquirirem, caso seu valor continue caindo. O objetivo é livrar os bancos de seus piores ativos de maneira que investidores possam entrar com mais capital. As autoridades esperam que essa parte do plano não seja considerada como o Estado assumindo a gestão de um "banco ruim", embora prevejam que isso poderá acontecer. Independentemente disso, o governo assumiria parte do risco dos ativos desvalorizados no centro da crise econômica. Mas baseando-se numa combinação de investidores privados e de garantias do governo, a administração espera reduzir sua exposição aos prejuízos e evitar o problema de ter de estabelecer um valor a ativos que as instituições não conseguiram vender. Um elemento fundamental do plano seria uma importante expansão de uma linha de empréstimos iniciada em novembro pelo Federal Bank (Fed, banco central americano) de Nova York, ainda sob a direção de Geithner. O programa, que inicialmente era financiado por US$ 200 bilhões em recursos do Fed, e por US$ 20 bilhões em "seed capital", do total de US$ 700 bilhões do fundo de ajuda, emprestou dinheiro a investidores para a compra de títulos respaldados por empréstimos a estudantes, para a compra de carros e cartões de crédito, bem como empréstimos garantidos pela agência federal para pequenas empresas. Os estrategistas do governo recusaram a ideia de estatizar as instituições adquirindo grandes participações no patrimônio destas. Também não procurarão imediatamente recursos adicionais do Congresso, além dos US$ 350 bilhões deixados no fundo TARP. Com o estardalhaço da imprensa a respeito das generosas remunerações dos executivos, de extravagantes férias concedidas pelas companhias e das caríssimas reformas de escritórios em algumas das instituições que estão recebendo a ajuda, o apoio político ao programa reduziu-se consideravelmente nas últimas semanas. E como a Casa Branca apresentou um pacote de estímulo de cerca de US$ 800 bilhões, acredita-se que o Congresso criará obstáculos a um novo pedido de recursos para a ajuda. Entretanto, os legisladores preveem que, ainda este ano, o governo deverá solicitar mais dinheiro para esse programa. O plano preparado para os bancos envolverá uma rigorosa revisão dos bancos, incluindo um chamado teste de stress para avaliar se dispõem de recursos suficientes para fazer frente a um declínio econômico constante. Também permitirá que o governo, ao fornecer uma nova série de investimentos, transforme as garantias para as ações preferenciais que já recebeu de muitas instituições em ações ordinárias. A medida, que trocaria dívida por ações, contribuiria para aliviar os balanços patrimoniais dessas instituições, mas afetaria outros acionistas, diluindo suas ações ordinárias. Segundo os legisladores, Geithner não deverá apresentar os detalhes de grande parte do programa na próxima semana, como, por exemplo, de que modo o governo pretende usar mais de US$ 50 bilhões do programa para ajudar os proprietários de imóveis residenciais a fazer frente às execuções. Uma das propostas diz respeito à oferta de garantias sobre hipotecas de juros baixos. Outra proposta prevê incentivos para atrair investidores para o refinanciamento de empréstimos habitacionais problemáticos.

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