EUA deixam de ganhar US$ 14,5 bilhões com barreiras ao comércio

Os Estados Unidos teriam um ganho anual de US$ 14,5 bilhões ao ano se removessem todas as suas barreiras ao comércio. A estimativa é da Comissão Internacional de Comércio (ITC), no estudo "Os efeitos econômicos das restrições às importações", apresentado ontem ao USTR (Representação Comercial dos EUA). A ITC é a mesma instituição que recomendou, no fim do ano passado, que o presidente George W. Bush aumentasse as tarifas de importação de aço para proteger a indústria local contra a competição estrangeira. Com a medida, acatada por Bush em março, o Brasil perde US$ 1 bilhão entre 2002, 2003 e 2004, mas as empresas norte-americanas que compram aço também perdem, por conta da alta da alíquota sobre importados imposta pelo governo. O documento mostra também que os Estados Unidos têm uma das mais baixas tarifas de importação do mundo, de 1,71% na média de 1999. Mas em algumas commodities sensíveis a importações (como o aço), praticam taxas tão altas, que a própria economia do país perde. "Esse trabalho mostra que os Estados Unidos tem uma economia aberta, de forma geral, e que se reduzirmos as barreiras que persistem, podemos reduzir impostos e custos para as famílias americanas em US$ 14,5 bilhões ao ano", disse o Representante Comercial dos Estados Unidos, Robert Zoellick, ao comentar o estudo. Ele afirmou que os Estados Unidos estão comprometidos com a liderança dos esforços globais para liberalizar o comércio em todos os setores da Agenda Doha de Desenvolvimento da Organização Mundial do Comércio (OMC).

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