EUA: Democratas e republicanos trocam acusações

Após indícios ontem e nesta manhã que apontavam para avanços nas negociações para evitar o chamado "abismo fiscal" nos Estados Unidos - um conjunto automático de aumento de impostos e corte de gastos que entra em vigor em janeiro, caso não se chegue a um acordo - hoje qualquer esperança de um consenso, em breve, entre democratas e republicanos foi por água abaixo.

AE, Agencia Estado

29 de novembro de 2012 | 16h18

Tudo começou com o presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner. Após se encontrar com o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, ele disse que estava "desapontado" com a falta de progresso nas conversações com a Casa Branca para evitar o "abismo fiscal", lançando um tom nitidamente negativo sobre as perspectivas de um acordo. Ele disse que nenhum "progresso substancial" foi feito até agora nas conversações.

Boehner declarou que a Casa Branca precisa levar a sério a oferta de cortes de gastos específicos que colocarão sobre a mesa na direção de um acordo potencial. "Todos os olhos estão na Casa Branca, o país não precisa de uma volta da vitória, ele precisa de liderança", disse o republicano em uma entrevista coletiva no Capitólio.

Pouco tempo depois, o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, afirmou que Geithner não fez nenhuma oferta aos republicanos, porque o presidente Barack Obama já fez sua oferta e os democratas "estão todos na mesma página" na questão do "abismo fiscal". Reid disse que não entende o pensamento de Boehner e que se não houver acordo será culpa dos líderes republicanos. "Não há outra oferta a ser feita", assegurou.

Ele comentou ainda que um acordo temporário, para ser aprovado este ano, teria de abranger cortes de gastos e aumentos de impostos totalizando pelo menos US$ 1 trilhão. Apesar do retrocesso nas negociações hoje, ele afirmou que ainda acredita em um acordo este ano e que espera uma proposta "séria" dos republicanos.

Enquanto isso, a líder da minoria democrata na Câmara, Nancy Pelosi, afirmou que os comentários de Boehner após a reunião com Geithner são uma "tática" e que os democratas estão sim dispostos a aceitar cortes de gastos, ao contrário do que dizem os republicanos. As informações são da Dow Jones.

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