EUA devem comprar ações de grandes bancos, diz WSJ

O governo dos Estados Unidos deve anunciar hoje que irá comprar um total de US$ 250 bilhões em ações preferenciais (PN) de nove grandes instituições financeiras - Goldman Sachs, JP Morgan Chase, Morgan Stanley, Citigroup, Bank of America, Merrill Lynch, Wells Fargo, Bank of New York Mellon e State Street - como parte de seu novo abrangente plano para lidar com a crise de crédito e restaurar a confiança no sistema bancário americano, de acordo com uma fonte próxima a questão, informou o jornal americano Wall Street Journal (WSJ). Os recursos são parte do pacote de socorro de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso dos EUA. O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, falará sobre o plano às 9h30 (de Brasília). O movimento foi planejado com linhas semelhantes às dos planos anunciados por governos europeus para remover qualquer estigma que possa surgir com o investimento do governo dos EUA. Nem todos os bancos envolvidos estão felizes com o movimento, mas concordaram sob a pressão do governo.As iniciativas provavelmente vão suplantar muitos dos esforços anteriores do governo. Elas foram formuladas em conjunto pelo Departamento do Tesouro, Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e Corporação Federal de Seguro de Depósito (FDIC, na sigla em inglês) e vão assegurar que o setor bancário estará atrelado ao governo federal nos próximos anos.Além disso, espera-se que o FDIC estenda temporariamente sua proteção dos depósitos dos bancos para os novos fundos levantados pelos bancos e instituições de poupança por três anos. Isso seria uma ajuda as companhias que tiveram dificuldades em levantar capital sem a assistência do governo.Também se espera que o FDIC suspenda temporariamente os limites de garantia para contas de depósitos bancários que não rendem juros. Isso estenderia para além de US$ 250 mil o limite por depósito aprovado pelo Congresso há duas semanas. A mudança alinha a política dos EUA com outros países que têm oferecido garantias de depósito para tentar evitar que os clientes saquem grandes somas de dinheiro das instituições financeiras.O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, chamou os chefes dos principais bancos americanos para uma reunião ontem em Washington, segundo fontes. Acredita-se que atenderam a convocação os seguintes executivos: Ken Lewis, executivo-chefe do Bank of America; Jamie Dimon, executivo-chefe do JPMorgan Chase; Lloyd Blankfein, executivo-chefe do Goldman Sachs Group Inc; John Mack, executivo-chefe do Morgan Stanley; Vikram Pandit, executivo-chefe do Citigroup e Robert P. Kelly, executivo-chefe do Bank of New York Mellon Corp. As informações são da Dow Jones.

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