Shawn Thew/EFE - 9/5/2019
Shawn Thew/EFE - 9/5/2019

EUA e China se desentendem por ‘expectativas extravagantes’ em acordo comercial, diz governo chinês

Em uma entrevista à Fox News Channel, o presidente Donald Trump disse que os EUA e a China “tinham um acordo bastante forte e eles o mudaram"

Reuters, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2019 | 11h51

PEQUIM - A China acusou os Estados Unidos nesta segunda-feira, 20, de manterem “expectativas extravagantes” para um acordo comercial, destacando o abismo entre os dois lados no momento em que a ação dos EUA contra a gigante de tecnologia chinesa Huawei começa a afetar o setor de tecnologia global.

Segundo a Reuters, para adicionar ainda mais tensão à relação entre os dois países, militares americanos disseram que um de seus navios de guerra navegou próximo ao disputado Scarborough Shoal reivindicado pela China no Mar do Sul da China neste domingo, 19, o mais recente de uma série de “liberdade de operações de navegação” que têm como missão “enfurecer” Pequim.

O Google também suspendeu os negócios com a Huawei Technologies Co Ltd que exigem a transferência de hardware, software e serviços técnicos, exceto aqueles disponíveis ao público através de licenças de código aberto, em um golpe contra a empresa de tecnologia chinesa.

A adição pelo governo norte-americano da Huawei a uma lista de restrições comerciais na última quinta-feira, 16, fez com que se tornasse extremamente difícil para a companhia fazer negócios com empresas dos EUA.  Em uma entrevista à Fox News Channel, o presidente Donald Trump disse que os EUA e a China “tinham um acordo bastante forte e eles o mudaram. E eu disse ‘está bem, vamos tarifar os produtos deles’”.

Em Pequim o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lu Kang, disse não saber do que Trump estava falando. “Não sabemos que acordo é esse que os EUA estão falando. Talvez os EUA tinham um acordo para o qual havia expectativas extravagantes, mas com certeza não é o chamado acordo com o qual a China concordou”.

Nenhuma negociação entre os principais negociadores chineses e norte-americanos foi marcada desde a última rodada, que terminou em 10 de maio - mesmo dia em que Trump elevou a tarifa sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses de 10% para 25%.

Guerra Comercial

Trump elevou as tarifas depois que a China azedou as negociações ao buscar grandes mudanças em um acordo que, segundo autoridades dos EUA, tinha sido amplamente aceito.

Desde então, a China adotou um tom mais severo em sua retórica, sugerindo que a retomada das negociações destinadas a encerrar a guerra comercial, que já dura 10 meses, provavelmente não acontecerá em breve./ Reuters

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