EUA e emergentes fazem Fitch cortar projeção de crescimento global

Agência de classificação agora estima que a economia mundial cresça 2,3% neste ano e 2,9% em 2014

Álvaro Campos, da Agência Estado,

19 de setembro de 2013 | 17h45

WASHINGTON - A agência de classificação de risco de crédito Fitch rebaixou nesta quinta-feira, 19, suas projeções para o crescimento global em 2013 e 2014, citando a desaceleração de grandes economias emergentes e indicadores recentes sobre os Estados Unidos. A agência também afirma que o Federal Reserve deve começar a reduzir suas compras de bônus este ano.

No seu relatório Global Economic Outlook, a Fitch estima que a economia global cresça 2,3% este ano, ante uma previsão anterior de 2,4%, feita em junho. Para 2014, a projeção foi reduzida para 2,9%, de 3,1%. Em 2015, o PIB mundial deve registrar expansão de 3,2%.

A expectativa para o PIB dos EUA foi cortada para crescimento de 1,6% este ano, de 1,9% estimado anteriormente. Para o próximo ano, a projeção foi reduzida para 2,6%, de 2,8%. Em 2015, a economia norte-americana deve registrar expansão de 3,0%, "impulsionada pelo mercado imobiliário, a melhora na situação econômica das famílias, a queda no desemprego e os fortes lucros do setor corporativo". A Fitch aponta, no entanto, que um impasse na elevação do teto da dívida e um aumento acentuado nos juros representam riscos para essas projeções.

Embora tenha dito recentemente que o Fed provavelmente reduziria suas ações de estímulo de maneira gradual, no relatório divulgado hoje a Fitch afirma que "uma melhor comunicação por parte dos bancos centrais e melhoras nas projeções econômicas não são garantias de uma reversão tranquila das condições monetárias excepcionalmente relaxadas que prevalecem desde 2008".

A agência alerta que as expectativas de mudanças nas políticas monetárias de grandes economias desenvolvidas "podem ter impactos substanciais na economia global, como as atuais tendências nos mercados emergentes têm demonstrado", após o Fed ter assinalado que pretende reduzir os estímulos ainda este ano. Fonte: Market News International.

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