EUA e Europa aprovam aliança entre Microsoft e Yahoo!

A Microsoft Corp. e o Yahoo! Inc. conseguiram a aprovação do Departamento de Justiça do governo dos Estados Unidos e da Comissão Europeia para implementar sua aliança em buscas na internet, que as empresas anunciaram inicialmente em julho. As duas empresas têm visto a parceria como uma ampliação de oportunidades, que gerará uma ferramenta que será um desafio maior ao Google Inc., que domina a publicidade nos sistemas de buscas.

ANDRÉ LACHINI, Agencia Estado

18 de fevereiro de 2010 | 15h47

De acordo com a empresa de pesquisas de mercado comScore, os americanos usaram o Google para quase 66% das 14,7 bilhões de buscas que fizeram em dezembro, enquanto o Yahoo!, junto à ferramenta Bing da Microsoft, respondeu por 28%.

A executiva-chefe do Yahoo, Carol Bartz, disse hoje que o acordo permitirá à empresa manter o foco nas suas "experiências mais inovadoras de buscas". O executivo-chefe da Microsoft, Steve Balmer, acrescentou que a aliança promoverá "mais escolhas, melhor valor e maior inovação" para os consumidores.

Sob o acordo, que foi aprovado sem restrições, o Yahoo! terá uma significativa parcela do faturamento dos anúncios nas páginas de busca vendidos em seus sites. Ele não receberá por anúncios vendidos nos sites da Microsoft - essa receita irá para a Microsoft. Anunciantes serão capazes de comprar os anúncios nas páginas de buscas de ambas as empresas diretamente através de um sistema usado pelo próprio usuário criado pela Microsoft.

As empresas disseram ainda que começarão a transição de busca algorítmica e firmaram o objetivo de completar esse esforço nos Estados Unidos até o fim do ano. Elas esperam fazer um importante progresso na transição dos anunciantes e editores americanos antes da temporada de compras do fim do ano. Todos os consumidores e parceiros globais deverão fazer a transição para o formato até o início de 2012.

O acordo entre Microsoft e o Yahoo! já recebeu a aprovação de reguladores na Austrália, no Brasil e no Canadá, embora os termos do pacto de dez anos tenham exigido aprovação americana e europeia antes de entrar em vigor. As empresas continuam a trabalhar com reguladores na Coreia do Sul, no Japão e em Taiwan para obter a aprovação nesses países. As informações são da Dow Jones.

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