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EUA e Europa vivem fenômeno de "vôo do emprego", diz economista

Os Estados Unidos e países da Europa passam hoje por um fenômeno novo no mercado de trabalho, que pode ser chamado de "vôo do emprego", avalia o economista José Pastore, da FEA-USP. Diferente da realidade de migração das unidades industriais para países com menores custos trabalhistas e benefícios tributários, esse é um movimento no qual as empresas continuam onde estão, mas transferem parte de seu trabalho - basicamente serviços - para outras regiões, notadamente países asiáticos, com destaque para a Índia, e da América Central.É um fenômeno possível graças aos avanços tecnológicos e da maior facilidade nas comunicações. Os "call centers" são um bom exemplo: há muitas empresas de países desenvolvidos que prestam esse serviço a seus clientes locais com a base de atendentes em países da Ásia ou América Latina.Outro exemplo está na produção de desenhos animados norte-americanos, cuja maior parte é finalizada hoje na Coréia do Sul. Isso representa uma economia enorme de custos para as empresas, principalmente de impostos. "Para se ter uma idéia da diferença de valores, esses empregos representariam um custo de US$ 335 bilhões se feitos fora de seus países de origem. Neles, o custo seria de US$ 880 bilhões", afirma.Segundo Pastore, há projeções que indicam um potencial de exportação de trabalho da ordem de 3,5 milhões de empregos nos próximos cinco anos, o que tem levado países europeus a adotarem leis protecionistas nesse sentido e provoca a atenção ao tema dos candidatos ao governo dos Estados Unidos, George W. Bush e John Kerry. Ele lembra que este é um fenômeno novo e que conta agora com mais um ingrediente: parte das novas empresas que estão sendo montadas não está mais "migrando" a mão-de-obra de seus serviços para fora, mas já nascendo com a parcela desses serviços em outros países. "É tudo ainda muito novo, mas é algo que tem atraído a atenção e preocupado os governos dos países desenvolvidos."

Agencia Estado,

05 de abril de 2004 | 03h14

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