EUA e México defendem "uma Alca robusta"

México e Estados Unidos rejeitam à idéia do Brasil de que a Área de LivreComércio das Américas (Alca) seja apenas um acordo que tenha como objetivo abrir os mercados da região para o fluxo de bens.?Queremos uma Alca robusta?, afirmou o principal negociador da Casa Branca para a Alca, Peter Allgeier, que está no Egitoparticipando de uma reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC).O Brasil propôs, há poucas semanas em um encontro de ministros em Washington, que o bloco regional se limitasse aser uma zona de livre comércio, sem que temas como propriedade intelectual e investimentos fizesse parte do futuro acordo. Já os norte-americanos dão sinais claros de que não estão de acordo com a proposta do Itamaraty de um ?Alca Light?.?Só recentemente o Brasil veio com essa concepção de Alca. Precisamos decidir o que queremos que o bloco seja?, afirmouAllgeier. Ele explicou que a Casa Branca irá insistir para que sejam criadas normas que protejam os investimentos de empresasdos Estados Unidos na região. ?Queremos uma forte proteção às nossas empresas. Isso seria positivo até mesmo para ospaíses que recebem investimentos, pois garantiria uma maior fluxo de capitais para esses países?, afirmou.Para especialistas e alguns membros do Mercosul, porém, a inclusão de tais ?proteções? poderá impedir que os paísesadotem políticas industriais autônomas. A idéia dos Estados Unidos, porém, é compartilhada pelo Ministro das Relações Exteriores do México, que confirma aoEstado a intenção do presidente Vicente Fox em negociar uma ?Alca robusta?. ?Temos até novembro para decidirmos que Alcaqueremos e todo o debate sobre o bloco será sobre isso nos próximos meses?, afirmou um alto funcionário da chancelariamexicana.Com Washington e o México convencidos de um formato mais profundo para a Alca, resta saber o que dirão os demaispaíses que formarão o bloco, entre eles os países centro-americanos e caribenhos, cujas posições comerciais tendem a seguir ada Casa Branca.

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