EUA e petróleo deterioram mercado

Alta do desemprego norte-americano para 5,5% em maio, maior nível desde outubro de 2004, sinaliza recessão

Claudia Violante, Silvana Rocha e Denise Abarca, O Estadao de S.Paulo

07 de junho de 2008 | 00h00

O desemprego nos EUA em maio acima do esperado e um relatório do banco Morgan Stanley alertando que a forte demanda poderá levar o petróleo a US$ 150,00 o barril por volta de 4 de julho elevaram a aversão a risco nos mercados. Os investidores fizeram uma liquidação de ações e de dólar no mercado externo e migraram para os titulos do Tesouro dos EUA, o petróleo e os metais, cujos preços dispararam. O barril de óleo bateu recordes. Com a busca de proteção, as bolsas em Wall Street despencaram, levando a Bovespa a cair 2%, aos 69.785,9 pontos, resultado que ampliou as perdas em maio para 3,87%. O juro de janeiro 2010 saltou até 14,61%, antes de fechar em 14,58%. Na contramão externa, o dólar balcão subiu 0,43%, a R$ 1,634. O euro avançou a US$ 1,5776, pressionado ainda por sinais de que o Banco Central Europeu elevará os juros.

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