EUA e petróleo devolvem Ibovespa para cima dos 53 mil pontos

Uma bateria de números animadores da economia norte-americana abreviou a realização de lucros na Bovespa, que retomou a trajetória de ganhos nesta quinta-feira sob liderança da blue chip Petrobras.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

04 de junho de 2009 | 18h02

Com um rali na última hora, o Ibovespa avançou 2,64 por cento, fechando na máxima de 53.463 pontos.

O movimento dispersou boa parte da retração de 3,54 por cento registrada na véspera.

O giro financeiro da sessão, no entanto, perdeu parte do vigor recente, limitando-se a 4,59 bilhões de reais.

O dia começou volátil, com parte dos investidores preferindo estender o embolso de ganhos das últimas duas sessões. Aos poucos, porém, passou a prevalecer o efeito de dados econômicos positivos, como o aumento das vendas no varejo da zona do euro e dos preços de moradias na Grã-Bretanha.

"Todo mundo está vendo que o mercado está muito 'esticado', mas foi difícil conter o otimismo dos investidores hoje", disse Nicholas Barbarisi, sócio e diretor da Hera Investment.

O otimismo se reacendeu de vez depois da notícia de que o número de novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caiu pela terceira vez seguida na última semana e que a produtividade da economia norte-americana no primeiro trimestre subiu no ritmo mais rápido desde o terceiro trimestre de 2008.

No final do dia, o índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York marcou ganho de 0,86 por cento, puxado pela alta das ações de petroleiras e de bancos.

A cotação do barril do petróleo deu um salto de 4 por cento, depois de o Goldman Sachs elevar sua estimativa para o preço da commodity para 85 dólares no final de 2009, citando os efeitos da recuperação da economia global.

Na bolsa paulista, isso se refletiu em avanço de 2,8 por cento, para 34,09 reais, da ação preferencial da Petrobras, a principal responsável pela alta do Ibovespa.

O otimismo se espalhou para os demais mercados de commodities, levando o papel preferencial da Vale a um avanço de 2,3 por cento, cotada a 32,42 reais.

O setor financeiro doméstico também acompanhou o bom desempenho dos bancos norte-americanos. Em destaque, Banco do Brasil saltou 4,5 por cento, para 22,35 reais.

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