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EUA e UE aprovam Thomson-Reuters com restrições

A Thomson e a Reuters esperam que a fusão seja concluída na semana de 13 de abril

Reuters,

19 de fevereiro de 2008 | 13h40

Autoridades antitruste da União Européia e dos Estados Unidos deram sinal verde nesta terça-feira, com condições, para a compra da agência de notícias e informações financeiras Reuters pela canadense Thomson Corp . A Thomson e a Reuters concordaram em vender cópias de suas bases de dados financeiras --nos produtos Thomson's Worldscope, Reuters Estimates, Reuters Aftermarket Research e Reuters EcoWin-- a terceiros, cumprindo assim as determinações dos órgãos que regulam a concorrência. As vendas incluem cópias de bases de dados, dados de fontes e materiais de treinamento, bem como contratos e deve envolver um número não-revelado de funcionários. A Thomson e a Reuters continuarão a ter propriedade intelectual sobre as informações, informaram as empresas em um comunicado. A Thomson e a Reuters esperam que a fusão seja concluída na semana de 13 de abril, depois das aprovações de acionistas e da Justiça, e as empresas não precisam fechar a venda das cópias das bases de dados antes que a união seja selada. A Comissão Européia, órgão executivo da União Européia, disse que a venda das cópias das bases de dados permitirão que os compradores "se estabeleçam rapidamente como uma força com credibilidade no mercado para competir com a empresa combinada (Thomson-Reuters)". A Thomson anunciou em maio do ano passado acordo para comprar a Reuters, oferecendo 3,525 libras em dinheiro e 0,16 ação da Thomson por cada ação da Reuters. O acordo coloca o valor de cada ação da Reuters em cerca de 6,35 libras, o que dá preço total à companhia de 7,9 bilhões de libras (15,4 bilhões de dólares). A Thomson e a Reuters têm dito que esperam mais de 500 milhões de dólares em sinergias anuais, três anos depois que a união tiver sido completada. "Acredito ser uma fusão lógica. Parece que a empresa combinada irá superar a Bloomberg como fornecedora de informações financeiras para a indústria", disse o diretor de pesquisa da MacDougall & MacTier, baseada em Toronto, Ian Nakamoto. Analistas têm cortado o rating e o preço-alvo para as ações da Reuters recentemente em meio à preocupações com a crise global de crédito e seu impacto nos bancos e no número de funcionários de instituições financeiras, principais clientes da agência. Bancos de investimento e outras instituições financeiras em todo o mundo têm cortado milhares de empregos como resultado dos problemas no setor imobiliário norte-americano. O presidente-executivo da Reuters, Thomas Glocer, que será o principal executivo da empresa combinada, disse no mês passado que o ano começou bem. A companhia com sede em Londres deve divulgar seu resultado anual no começo do mês que vem. (Os repórteres e os editores envolvidos na redação e na edição dessa matéria podem ter ações da Reuters e estão sujeitos ao Código de Conduta da Reuters, que restringe a negociação de ações de empresas sobre as quais um jornalista está escrevendo) (Reportagem de David Lawsky, em Bruxelas, Kenneth Li, em Nova York, Randall Mikkelsen, em Washington, e Gavin Haycock, em Londres)

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