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EUA e UE pedem urgência para destravar negociações comerciais

Os Estados Unidos e a UniãoEuropéia (UE) pediram na terça-feira que avancem com urgênciaas negociações sobre um acordo mundial de comércio, que podesofrer um atraso de anos se não for concluído em breve. "Convocamos os membros da OMC (Organização Mundial doComércio) para realizarem contribuições significativasnecessárias a fim de progredirmos nas negociações, superarmosos impasses nas próximas semanas e concluirmos um acordo emcaráter de urgência", disse o esboço de uma declaração a serdivulgada depois da cúpula EUA-UE. Integrantes da OMC começaram a discutir em Genebra, nasegunda-feira, formas de reduzir suas divergências sobre comodiminuir as barreiras alfandegárias no setor de produtosindustrializados. O processo integra a rodada de negociações deDoha. Se os negociadores encontrarem pontos em comum, a OMC deveconvocar ministros no final de junho ou começo de julho paratentar elaborar as linhas gerais de um acordo sobre os setoresindustrial e agrícola. A rodada de Doha foi lançada em 2001 com o objetivo deincentivar a economia mundial e ajudar os países pobres aampliarem as exportações. No entanto, sem uma superação dos impasses nas próximassemanas, o processo corre o risco de ficar travado durantevários anos mais, devido à posse de um novo presidentenorte-americano e a outros fatores. Os EUA e a UE querem que países como o Brasil, a China e aÍndia abram mais seus mercados à importação. No entanto, muitospaíses em desenvolvimento acusam os mais ricos de seremprotecionistas demais com seus produtores agrícolas. Da cúpula de terça-feira participaram o presidente dos EUA,George W. Bush, e José Manuel Barroso, presidente da ComissãoEuropéia, bem como seus respectivos chefes da área comercial,Susan Schwab pelos norte-americanos e Peter Mandelson peloseuropeus. LAÇOS BILATERAIS O comunicado também ressaltou a importância de um novoorganismo bilateral, o Conselho Econômico Transatlântico (TEC),criado no ano passado para melhorar as relações comerciaisentre os EUA e a UE e para ampliar os investimentos em váriossetores. Autoridades norte-americanas haviam dito antes que osesforços para colocar fim a uma proibição imposta pela UE àimportação de aves norte-americanas significava um teste para aeficiência do TEC. A proibição foi adotada em 1997 porque os produtores dosEUA lavam a carne do frango com cloro. A Comissão Européiadeseja suspender a medida, impondo porém condições rigorosas.Já muitos países-membros da UE continuam contrários à proposta. A declaração da cúpula não se referiu especificamente aocaso das aves, mas disse ser "essencial que os dois ladosobservem seus comprometimentos" no que diz respeito ao TEC. O documento afirmou ainda que os EUA e a UE estavamempenhados em abrir os investimentos e que "resistirão aosentimento protecionista existente internamente e lutarãocontra o protecionismo vindo de fora", um reconhecimento dosdesafios cada vez maiores enfrentados pelos dois lados paratornar mais livre o comércio através do Atlântico.

WILLIAM SCHOMBERG, REUTERS

10 de junho de 2008 | 12h20

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