EUA e UE recorrem à OMC contra restrições chinesas

O representante de Comércio dos Estados Unidos, Ron Kirk, informou hoje que os EUA abriram um processo na Organização Mundial de Comércio (OMC) contra a China a respeito das restrições em exportações de matérias-primas, considerando que as políticas favorecem produtores chineses. A União Europeia (UE), por sua vez, apresentou uma reclamação na OMC sobre as restrições chinesas.

NATHÁLIA FERREIRA, Agencia Estado

23 de junho de 2009 | 12h04

As matérias-primas envolvidas na disputa incluem bauxita, coque, espatoflúor, magnésio, manganês, silício metálico, carboneto de silício, fósforo amarelo e zinco. Há mais de dois anos a China vem usando tarifas sobre exportações e cotas de exportação para tentar manter as matérias-primas para uso doméstico.

Os EUA alegam que, ao restringir as exportações desses produtos, a China oferece uma ajuda injusta aos produtores chineses que usam esses materiais. As indústrias afetadas incluem as dos setores de aço, alumínio e químicos, disse o representante norte-americano. Kirk espera que a disputa possa ser resolvida por meio de uma consulta dentro do processo da OMC.

A chefe de comércio da UE, Catherine Ashton, afirmou que "as restrições chinesas nas matérias-primas distorcem a competição e aumentam os preços globais, tornando a situação ainda mais difícil para as nossas empresas nesse ambiente de desaceleração econômica". A reclamação da União Europeia significa que UE e China terão um prazo de 60 dias para resolver a disputa, depois do qual as regras da OMC permitem que a UE solicite que um painel decida sobre a disputa. As informações são da Dow Jones.

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