EUA e União Européia chegam a acordo sobre questão agrícola

Os governos dos Estados Unidos e da União Européia (UE) chegam a um acordo sobre a liberalização agrícola. O documento acaba de ser entregue aos demais membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra e, em uma avaliação inicial, a proposta representa uma "decepção" para vários governos que esperavam da OMC uma ampla abertura dos mercados agrícolas mundiais. A proposta de acordo não parece atender aos interesses dos países exportadores de produtos agrícolas e prevê que, para certos produtos, os subsídios poderiam continuar de forma indefinida. Um dos subsídios autorizados seria o pagamento direto ao produtor. Para tentar evitar distorções no mercado internacional, Washington e Bruxelas apontam que os subsídios não estariam relacionados ao montante de produção de um agricultor. Mas vários produtos ditos "sensíveis" manteriam seus benefícios. O que mais preocupa os países em desenvolvimento é que o acordo fala em manter alguns subsídios à exportação para certos produtos. A questão que precisa ser esclarecida, para especialistas, é a lista desses produtos que continuariam sendo beneficiados por subsídios. Caso bens como açúcar, soja e algodão estejam nesta lista, os efeitos de um acordo para o Brasil seriam mínimos. O texto será debatido ainda hoje, em Genebra, por todos os membros da OMC. Antes, os países exportadores de produtos agrícolas se reunirão para tentar estabelecer uma posição comum em relação ao texto preparado por Bruxelas e Washington.

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