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EUA elogiam China por cumprir decisão da OMC

Chineses eliminam tarifas sobre autopeças importadas, mas podem questionar americanos por causa de pneus

, O Estadao de S.Paulo

29 de agosto de 2009 | 00h00

Os Estados Unidos elogiaram ontem a decisão de Pequim de eliminar tarifas adicionais de importação de autopeças, depois que a China perdeu uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC). "Estamos satisfeitos por a China ter nos informado que está eliminando os encargos adicionais sobre autopeças importadas em resposta à decisão da OMC. Vamos acompanhar atentos as mudanças anunciadas pela China", disse o representante comercial dos EUA, Ron Kirk, em comunicado.A iniciativa da China de cumprir a decisão da OMC vem semanas antes de o presidente dos EUA, Barack Obama, decidir se restringe a importação de pneus chineses, em um caso levantado por sindicatos do setor. Se Obama concordar com a restrição, poderá abrir caminho para a China iniciar uma ação contra os Estados Unidos na OMC.O caso envolvendo as autopeças data de março de 2006. Todos as montadoras da China que usavam autopeças importadas tinham de registrar o automóvel e oferecer informações específicas sobre cada carro, incluindo uma relação das peças importadas e nacionais e o valor e o fornecedor de cada item. Se a quantidade ou o valor dos componentes importados superasse o teto estabelecido, as autoridades chinesas tributavam em 25% cada componente vindo do exterior.A ação na OMC havia sido movida pelos EUA, Canadá e União Europeia. A decisão saiu em julho de 2008 e a OMC rejeitou em dezembro um recurso da China. Segundo os EUA, os encargos discriminavam as peças importadas e colocavam pressão significativa para que as fabricantes de autopeças transferissem linhas de produção para a China.De acordo com as regras de importação da China, impostos adicionais incidem sobre autopeças importadas caso elas sejam usadas em um automóvel que não atenda à exigência de pelo menos 40% de componentes fabricados no mercado local. A China afirmou em sua defesa que os impostos eram necessários para evitar a importação de carros em grandes quantidades. Mas, de acordo com o analista Gerwin Ho, do Citigroup, o fim da sobretaxa não deve ter grande impacto, já que "apenas um pequeno porcentual de montadoras não cumpre essa exigência mínima de 40%".Os impostos mais elevados serão eliminados a partir de 1º de setembro, segundo informou o Ministério da Indústria e Tecnologia de Informação e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, em comunicado conjunto divulgado ontem em seus sites.

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