EUA endurecem tom para que Europa ceda poder no FMI a emergentes

Os Estados Unidos realizaram uma ação inédita no Fundo Monetário Internacional (FMI) para tentar forçar a Europa a dar parte de seu poder no conselho do organismo às economias emergentes.

REUTERS

19 de agosto de 2010 | 20h10

Os EUA, frustrados com a recusa europeia em dividir mais poder, preferiram neste mês não apoiar uma resolução que manteria o domínio europeu no conselho do FMI, composto por 24 membros, disseram à Reuters diplomatas de vários países-membros do Fundo.

Washington tem pressionado, sem êxito, a fim de reduzir o número de assentos do conselho do FMI de 24 para 20 como parte de reformas mais amplas que dariam às forças emergentes mais voz nas decisões do organismo, refletindo a crescente influência global dessas economias.

A Europa tem colocado obstáculos à ideia de dividir os nove assentos que atualmente ocupa no conselho. Economias emergentes, como a Turquia, vêm expressando interesse em uma cadeira no conselho do FMI.

Os países europeus e os Estados Unidos dominam o FMI, num reflexo da ordem vigente no pós-guerra, atualmente ameaçada pelo crescimento de nações como a China.

(Por Lesley Wroughton)

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