EUA enfrentam oposição a plano de liberação de reserva de óleo

O presidente Barack Obama enfrenta firme resistência à possibilidade de uma liberação das reservas estratégicas de petróleo, com o objetivo de reduzir os preços no mercado internacional.

Reuters

17 de agosto de 2012 | 14h13

A diretora-executiva da Agência Internacional de Energia, Maria van der Hoeven, afirmou nesta sexta-feira que não há razão para uma liberação porque o mercado tem uma boa oferta. Tradicionais aliados dos EUA, como o Japão, também apresentaram argumento semelhante.

"Não há nenhuma razão para a liberação", disse a chefe da AIE, que tem sede em Paris e aconselha 28 países industrializados sobre a política energética.

A Casa Branca está desengavetando planos antigos de liberação de suas reservas para ajudar a conter o avanço dos preços do petróleo, disse à Reuters na quinta-feira uma fonte familiarizada com o assunto.

Van der Hoeven disse que a AIE não foi contatada pela administração Obama sobre o assunto.

Enquanto a Grã-Bretanha e a França parecem estar abertas a dicussões sobre a liberação de reservas, o Japão e a Coreia do Sul afirmaram nesta sexta-feira que não veem razão para liberar os estoques.

"A liberação de estoques não é feita quando os preços estão altos, mas quando a oferta é insuficiente. As ofertas são suficientes agora", disse uma fonte do governo do Japão.

Os preços do petróleo Brent caíram abaixo de 113 dólares com as notícias de que os EUA estavam considerando a liberação das reservas, e depois reduziram perdas com a fala de Van der Hoeven. Por volta das 13h45 (horário de Brasília), o Brent operava com queda de 1,4 por cento, a 113,59 dólares.

(Reportagem de Kristen Hays)

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