EUA esperam "conseqüências interessantes" sobre a Bolívia

Em sua primeira manifestação pública sobre a decisão do governo de La Paz de nacionalizar o gás, o secretário de Estado adjunto para o Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, afirmou nesta quarta-feira que "a Bolívia deu passos que terão conseqüências interessantes para a região". Evitou emitir juízo mais definitivo ou criticar a decisão do presidente Evo Morales, dizendo que os efeitos da nacionalização do gás ainda não estão claros. Perguntado sobre os movimentos do líder venezuelano, que claramente influenciou Morales em sua decisão de nacionalizar o gás, Shannon disse que "esquerda ou direita não significam nada"."Não se trata de um movimento para a esquerda, mas de uma visão alternativa que está fora de sintonia com a agenda comum criada no hemisfério e baseada na democracia, no comércio, na promoção da prosperidade, no investimento nas pessoas e a proteção de seus interesses num Estado democrático". A secretária de Estado, Condoleezza Rice, limitou-se a repetir a condenação de Washington ao populismo e à demagogia". ConversaParalelamente, fontes oficiais indicaram o interesse da Casa Branca e do Departamento de Estado em conversar com representantes do governo brasileiro sobre o significado e os desdobramentos da ação do presidente Evo Morales. Os Estados Unidos não têm investimentos significativos na Bolívia.

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