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EUA estudam usar plano de US$ 700 bi para ajudar montadoras

'Crise desse setor teria impacto severo sobre a economia', diz Casa Branca; GM e Chrysler avaliam concordata

Marcílio Souza, da Agência Estado,

12 de dezembro de 2008 | 12h57

A Casa Branca estuda utilizar o Programa de Alívio para Ativos Problemáticos (Tarp) de US$ 700 bilhões para evitar o colapso do setor automotivo norte-americano. "Uma crise desse setor teria um impacto severo sobre a nossa economia e seria irresponsável enfraquecer ou desestabilizar mais a nossa economia agora", disse a porta-voz da Casa Branca Dana Perino. A decisão marca uma mudança na posição da Casa Branca, que defendia que o Tarp fosse destinado exclusivamente à estabilização do setor financeiro.   Veja também: GM e Chrysler avaliam concordata após fracasso de pacote Fracassa reunião sobre montadoras nos EUA  Ex-presidente da Nasdaq é preso por fraude bilionária nos EUA De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Segundo a mesma linha da Casa Branca, o Tesouro dos Estados Unidos informou que está pronto para ajudar as montadoras, segundo comunicado enviado por e-mail pela porta-voz Brooklyn McLaughlin a agências internacionais. "Porque o Congresso falhou em agir, nós estaremos prontos a evitar um colapso iminente até que o Congresso volte a se reunir e adote ações para resolver a questão da viabilidade de longo prazo do setor", afirma a nota.   Após o fracasso nas negociações do Senado dos EUA para aprovar um plano de auxílio às montadoras, a General Motors e a Chrysler afirmaram que podem pedir concordata até o final deste ano.   "Sob condições econômicas normais, nós preferimos que os mercados determinem o destino final das companhias privadas", disse Perino. "Entretanto, dado o estado enfraquecido da economia dos EUA, vamos considerar outras opções se necessário, inclusive o uso do programa Tarp para evitar o colapso das montadoras", afirmou.   Após as declarações, a General Motors divulgou que se sentiu encorajada pela disposição da Casa Branca para ajudar as montadoras.  "Estamos preparados para trabalhar em conjunto com o governo sobre possíveis soluções que poderiam evitar mais estrago para a economia de nosso país e que nos permitiriam adotar um plano agressivo de reestruturação para a viabilidade no longo prazo", disse a montadora.   Reino Unido   O governo britânico também se pronunciou nesta sexta e disse que está monitorando de perto a situação do setor automotivo, mas afirmou que qualquer intervenção para ajudar as companhias será uma ação "excepcional". "Estamos monitorando a situação de perto. Não está claro agora quais serão os próximos passos nos EUA", disse uma porta-voz do Departamento de Negócios, Empreendimentos e Reforma Regulatória do Reino Unido.   "Como disseram os ministros, eles querem fazer o possível para ajudar a viabilizar os negócios", afirmou ela. Isso vale para os setores siderúrgico, automotivo e de construção, acrescentou.   O governo britânico já deu fortes indicações de que oferecerá ajuda para o setor automotivo, e autoridades do governo vêm mantendo negociações com representantes do setor desde novembro. A indústria automotiva britânica emprega cerca de 900 mil pessoas direta e indiretamente, segundo o governo.

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