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EUA ficam mais longe de evitar calote

Senado e Câmara trabalham com planos diferentes e solução para impasse fiscal fica ameaçada

Stefânia Akel, da Agência Estado,

15 de outubro de 2013 | 15h56

WASHINGTON - A solução para o impasse orçamentário que ameaça provocar um default dos EUA pareceu ficar mais longe nesta terça-feira, na medida em que a Câmara e o Senado trabalham com planos diferentes para elevar o teto da dívida e reabrir o governo federal.

Enquanto os líderes do Senado dão os toques finais em um plano bipartidário que eleva o teto da dívida até 15 de fevereiro, os republicanos da Câmara consideram uma nova iniciativa, que evita um default, mas acrescenta termos que sofrem a oposição de democratas e da Casa Branca.

No entanto, horas após terem revelado sua mais recente proposta, os líderes republicanos da Câmara mostraram incerteza em relação a levar o texto para votação no plenário, uma vez que ele não deve ter apoio suficiente para ser aprovado. Um assessor republicano disse que os líderes estão fazendo mudanças no projeto após terem recebido sugestões de diversos parlamentares. "Alguns sugeriram mudanças específicas sobre uma série de questões que podem aumentar o apoio e os líderes estão discutindo essas sugestões agora", afirmou.

Antes mesmo de o projeto republicano ser oficialmente apresentado, ele já foi rejeitado pela Casa Branca. "O presidente já disse repetidamente que membros do Congresso não podem exigir resgate para cumprirem suas responsabilidades básicas de aprovar o Orçamento e pagar as contas do país", diz o comunicado. O texto também faz críticas à mais recente proposta dos republicanos, dizendo que é uma tentativa de agradar o pequeno grupo conservador Tea Party.

Muitos republicanos conservadores rejeitam o acordo que está sendo formado no Senado, uma vez que ele não atende muitas das exigências do partido. O cenário leva a uma série de acontecimentos confusos no Congresso, a dois dias de o Tesouro dos EUA atingir o teto da dívida.

Ainda não está claro se a Câmara pode aprovar a nova proposta dos republicanos, que aceita muitos dos termos do plano do Senado, mas faz mudanças mais significativas à lei da saúde do presidente Barack Obama. No entanto, enquanto os republicanos mais conservadores, alinhados ao Tea Party, dizem que querem continuar lutando pelos seus objetivos, outros membros do partido afirmam que é hora de reabrir o governo e acabar com o impasse que já prejudicou a imagem dos republicanos.

Alguns democratas da Câmara questionam se a proposta republicana terá votos suficientes na Casa e afirmam que, de qualquer forma, ela será rejeitada pelo Senado. "Mesmo se o projeto for aprovado pela Câmara, ele nunca passará do Senado", disse o senador democrata Joe Crowley. "O que isso diz ao povo americano a dois dias de 17 de outubro?" Fonte: Dow Jones Newswires.

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