R$ 1,57 bi

E-Investidor: Tesouro Direto atrai mais jovens e bate recorde de captação

EUA forçarão devolução de bônus da AIG e descontarão quantia

Na prática, seguradora terá de pagar duas vezes pela bonificação de US$ 175 milhões dada a altos executivos

Agência Estado,

18 de março de 2009 | 10h09

O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, anunciou na noite de terça-feira, 17, à noite um corte no capital injetado pelo governo à American International Group (AIG) em montante igual ao dos bônus que a seguradora pagou aos empregados de uma divisão que é responsável pela maior parte dos problemas da companhia. O governo americano controla 80% da empresa. Além disso, a administração federal vai forçar que a seguradora assuma um "compromisso de pagamento" ao Tesouro dos US$ 165 milhões, através do fluxo de caixa de suas operações.

Veja também:

especialLições de 29

especialComo o mundo reage à crise 

especialDicionário da crise 

Em carta à presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, Geithner disse que o Tesouro vai deduzir um montante equivalente - US$ 165 milhões - da última parcela, de US$ 30 bilhões, da ajuda concedida pelo governo à AIG. De acordo com o secretário, o governo também pretende estudar formas de "acelerar" o processo de fechamento das operações da seguradora.

Geithner afirmou que o Tesouro começou a trabalhar com o Departamento de Justiça para explorar formas de recuperar o dinheiro do pagamento dos bônus feito aos empregados da divisão de produtos financeiros da AIG, mas que pretende agregar medidas para garantir que os contribuintes sejam compensados pelos recursos irrecuperáveis.

A carta é a resposta de Geithner à crescente indignação acerca do pagamento dos bônus a altos funcionários feito na semana passada pela AIG - que recebeu mais de US$ 170 bilhões em ajuda do governo. O secretário disse que compartilha a indignação do presidente Barack Obama, do Congresso e da opinião pública e reiterou a posição do governo de que nada poderia ser feito para impedir os pagamentos.

Ele detalhou o processo que levou os advogados do governo a formarem suas opiniões e considerou "injustificada" a raiva que o público tem dirigido contra o executivo-chefe da AIG, Edward Liddy.

"Ele herdou uma situação difícil", escreveu Geithner, um dia antes da audiência de Liddy no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, que acontece hoje. O acordo para o pagamento dos bônus foi fechado em abril do ano passado, meses antes que o governo viesse em socorro da companhia, assumindo uma participação de 80%.

Alguns congressistas afirmaram ontem que estudam a taxação dos pagamentos com alíquotas muito elevadas, num esforço para recuperar o dinheiro. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
AIGcrisebônus a executivos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.