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EUA: Ford produzirá mais estimulada pelo 'Dinheiro por Sucata'

Programa de incentivo do governo dos EUA também impulsionou aumento da produção da Chrysler

Marcílio Souza, da Agência Estado,

13 de agosto de 2009 | 14h50

A Ford decidiu elevar sua produção no terceiro trimestre na América do Norte em 10 mil veículos, para 495 mil, estimulada pelo programa "Dinheiro por sucata", criado pelo governo dos EUA para estimular a compra de carros novos. A companhia pretende fabricar 6 mil modelos Focus a mais durante o período.

 

O plano representa um aumento de 18% em relação à quantidade de veículos produzida no terceiro trimestre de 2008. A montadora também disse que pretende fabricar 570 mil veículos novos no quarto trimestre, 33% a mais do que o nível do quarto trimestre do ano passado.

 

A economista-chefe da Ford, Ellen Hughes-Cromwick, disse que o programa "Dinheiro por sucata", por meio do qual os compradores conseguem um desconto de até US$ 4,5 mil para trocar seus carros velhos por modelos novos e mais eficientes, pode gerar vendas de até 750 mil novos veículos. Ela também prevê que os recursos disponibilizados pelo governo para o programa deverão acabar dentro das próximas três semanas.

 

De acordo com o Departamento de Transportes dos EUA, um total de 338.659 veículos já se qualificaram para o programa até a manhã desta quinta-feira, 13. Mais de US$ 1,42 bilhão do total de US$ 3 bilhões alocados para o plano já foram gastos.

 

Os executivos da Ford na Europa disseram nesta última quarta-feira, 12, que estão em negociações formais com diferentes governos para dar continuidade a programas semelhantes que foram criados no continente e que estão estimulando as vendas em países como a Alemanha. Nesta quarta-feira, a Rússia anunciou que dará início a um incentivo semelhante. O diretor de vendas da Ford, George Pipas, recusou-se a dizer se a montadora pressionará formalmente o governo de Barack Obama para dar continuidade ao financiamento do plano nos EUA.

 

A Chrysler já elevou a produção de suas minivans e picapes, enquanto a GM está revisando dados e previsão de produção para decidir a magnitude do aumento. Em entrevista nesta quinta-feira, 13, à rede de televisão CNBC, o executivo-chefe da GM, Fritz Henderson, afirmou que a montadora registrou aumento de 30% da demanda por seus veículos na última semana de julho, quando o programa de incentivo teve início, em relação às semanas anteriores. Ele creditou esse desempenho ao programa e disse que a ampliação do esquema em US$ 2 bilhões garantiu um bom desempenho para o grupo também no início de agosto.

 

Os números, no entanto, mostram que as vendas totais de automóveis continuam em níveis historicamente baixos. A taxa anualizada de vendas nos EUA ao final de julho, após a introdução do incentivo, era de 11,2 milhões de carros, depois de ficar na casa dos 9 milhões no primeiro semestre do ano; em 2008, foi de 13,2 milhões e em 2007, de 16,1 milhões. As informações são da Dow Jones.

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