EUA garantem dia tranqüilo nos mercados

A divulgação dos dados sobre o desemprego nos Estados Unidos tranqüilizou os mercados. O emprego ficou abaixo do esperado pelos analistas, numa indicação que sustenta a tendência de desaceleração da economia. O Fed - banco central norte-americano - vêm promovendo aumentos nos juros nos últimos meses, pois acreditava que a economia estivesse excessivamente aquecida. Os dados divulgados hoje reforçam a expectativa de que os juros nos Estados Unidos não voltem a subir na reunião do dia 22 de agosto. E como as eleições presidenciais estão na reta final, é improvável que o Fed eleve os juros depois dessa reunião. Esse cenário de estabilidade animou as bolsas. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova Iorque - fechou em alta de 0,57%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 0,73%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,25%. Petrobras ON - ordinárias, com direito a voto -, os papéis que o governo leiloará na semana que vem, fecharam em R$ 46,10, com queda de 3,96%.O cenário externo estável e as declarações da equipe econômica reforçando a tendência de juros decrescentes derrubaram ainda mais os juros de longo prazo. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 17,450% ao ano, frente a 17,500% ao ano ontem. Nesse ambiente tranqüilo, o dólar fechou praticamente estável, em R$ 1,7930, com pequena queda de 0,06%.

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