Erin Scott/EFE
Erin Scott/EFE

EUA geram 559 mil postos de trabalho em maio e taxa de desemprego cai a 5,8%

Resultado é um sinal de que a recuperação do mercado de trabalho americano na pandemia está voltando aos trilhos, amparada pelas vacinações

Redação, O Estado de S. Paulo

04 de junho de 2021 | 12h25

A economia dos Estados Unidos teve geração líquida de 559 mil empregos em maio, segundo dados publicados nesta sexta-feira, 4, pelo Departamento do Trabalho do país – é uma melhora em relação a abril, quando a economia americana acrescentou 278 mil empregos. Houve também uma queda da taxa de desemprego, de 6,1% em abril para 5,8% em maio, um sinal de que a recuperação do mercado de trabalho americano na pandemia está voltando aos trilhos, amparada pelas vacinações. 

O resultado ficou dentro da faixa de expectativa de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que previam a criação de 500 mil a 900 mil vagas no mês, mas abaixo da mediana de 700 mil. Quanto à taxa de desemprego, a projeção era de queda da taxa a 5,9% no último mês.

Em maio, o salário médio por hora aumentou 0,50% ante o mês anterior, ou US$ 0,15, a US$ 30,33. Neste caso, a previsão era de alta menor, de 0,2%. Já na comparação anual, houve acréscimo salarial de 1,98%, também acima do avanço previsto de 1,8%.

Apesar da melhora em relação a abril, os resultados dos dois últimos meses mostraram um ritmo de recuperação mais lento em relação a março, quando a economia americana gerou 785 mil empregos.

O mercado de trabalho dos EUA ainda tem 7,6 milhões de empregos abaixo dos níveis pré-pandemia. Segundo especialistas, uma melhoria mais significativa no mercado de trabalho requer um crescimento mais rápido do emprego entre os prestadores de serviços, como lazer e hotelaria, que sofreu uma interrupção mais prolongada com a crise sanitária.

No relatório divulgado nesta sexta, o Departamento do Trabalho revisou os números de geração de postos em abril, de 266 mil para 278 mil, e em março, de 916 mil para 785 mil.

Impulso da vacinação

O crescimento nas contratações se deve a vários fatores que estão impulsionando a atividade econômica americana. Com o avanço da vacinação e a diminuição de casos de covid-19, os governos estaduais abrandaram as restrições às empresas – de acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, pelo menos metade da população americana foi totalmente vacinada contra o novo coronavírus. A ajuda federal à pandemia também aumentou os gastos, especialmente em empresas de serviços, que estão alimentando a demanda por mão de obra.

A reabertura econômica, porém, também está sobrecarregando a cadeia produtiva. Uma escassez de trabalhadores é atribuída a problemas no atendimento infantil (incapacidade de creches receberem crianças), a cheques generosos a desempregados e a temores persistentes sobre restrições severas na contratação durante a pandemia. Milhões de trabalhadores, principalmente mulheres, permanecem em casa, já que a maioria dos distritos escolares não migrou para o ensino presencial em tempo integral.

Além disso, apesar de as vacinas serem amplamente acessíveis, alguns segmentos da população relutam em ser vacinados, o que os especialistas do mercado de trabalho dizem que está desencorajando algumas pessoas a retornar ao trabalho.

Benefícios financiados pelo governo, incluindo subsídio de desemprego de US$ 300 por semana, também estão restringindo as contratações. Governadores republicanos em 25 Estados estão encerrando esse benefício e outros programas de desemprego financiados pelo governo federal para residentes a partir do próximo sábado. Esses Estados respondem por mais de 40% da força de trabalho. Os benefícios expandidos terminarão no início de setembro em todo o país. Isso, junto a mais pessoas vacinadas e escolas reabrindo totalmente no outono, deve diminuir a escassez de trabalhadores até setembro.

A taxa de participação da força de trabalho, que leva em conta os que trabalham ou que procuram trabalho, foi de 61,6% em maio e continua abaixo dos 63,3% registrados antes da pandemia. O número de vagas de trabalho em aberto nos EUA está em um recorde de 8,1 milhões. / COM REUTERS

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