JIM WATSON|AFP
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EUA impõe tarifas ao aço e ao alumínio do México, do Canadá e da UE

A partir desta sexta-feira (1º), produtos do bloco europeu e dos dois países pagarão taxas para ingressar no país; a situação brasileira ainda está indefinida

Reuters

31 Maio 2018 | 19h01

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira, 31, que vai avançar com tarifas de importação sobre aço e alumínio de Canadá, do México e da União Europeia, encerrando meses de incerteza sobre possíveis isenções e reacendendo temores sobre uma guerra comercial global.

A medida, anunciada pelo secretário de Comércio norte-americano, Wilbur Ross, enfureceu os principais aliados dos EUA e indica um endurecimento do governo Donald Trump em questões comerciais.

Tarifas de importação de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio produzido pela União Europeia, pelo Canadá e pelo México entrarão em vigor nesta sexta-feira, 1º, segundo a Casa Branca.

Trump havia anunciado a criação das tarifas em março, como parte de um esforço para proteger a indústria e trabalhadores americanos do que ele descreveu como competição internacional injusta. Isenções temporárias foram concedidas a uma série de países e isenções permanentes foram anunciadas para outras nações, incluindo Austrália, Argentina e Coreia do Sul.

A situação do Brasil, segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos, ainda não está decidida. O país negocia com Washington uma eventual isenção das tarifas sobre aço e alumínio, impostas em março pelo governo Trump. Uma fonte do governo brasileiro próxima às conversas disse na semana passada que o Brasil está tentando obter uma cota de exportação de produtos siderúrgicos para o país.

Reações. Os países afetados pelo anúncio reagiram. “A França e a UE desaprovam, é claro, essas medidas”, disse o vice-ministro do Comércio francês, Jean-Baptiste Lemoyne, em Paris. “Estamos prontos para colocar em vigor salvaguardas e medidas de reequilíbrio, pois não deixaremos medidas injustificáveis e injustificadas sem resposta.”

A Alemanha classificou a decisão como “ilegal”. O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, afirmou que as medidas dos EUA são “inaceitáveis”.

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