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EUA intervêm em duas associações de crédito

Governo americano assumiu a U.S. Central Corporate e a Western Corporate, de crédito corporativo; elas possuem US$ 57 bilhões em ativos

, O Estadao de S.Paulo

21 de março de 2009 | 00h00

Em mais um esforço para reforçar o sistema bancário dos EUA, a Corporação Federal de Seguro de Depósito (FDIC, na sigla em inglês) decidiu assumir o controle das duas maiores associações de crédito corporativo do país, depois de saber que suas perdas com ativos relacionados a hipotecas foram muito maiores do que o estimado, segundo informa o Wall Street Journal. O U.S. Central Corporate Federal Credit Union e a Western Corporate Federal Credit Union, que possuem um total de US$ 57 bilhões em ativos, estão agora sob intervenção dos órgãos reguladores federais. Michael E. Fryzel, presidente da Administração Nacional de Associações de Crédito, regulador federal dessa indústria, disse que a intervenção foi necessária para manter a integridade do sistema e do fundo de seguro que respalda os depósitos das associações. As instituições afetadas não atendem ao público geral, mas fornecem financiamento crucial às instituições de varejo. O U.S. Central e o Western Corporate estão enfrentando dificuldades há mais de um ano. Em janeiro, os órgãos reguladores se moveram para reforçar o U.S. Central com uma injeção de capital de US$ 1 bilhão. Fryzel disse que os órgãos reguladores decidiram agir depois de serem convencidos de que as duas instituições estavam subestimando o verdadeiro alcance de suas perdas. "Com o controle conosco, seremos honestos com os números", disse. Os órgãos reguladores planejam substituir a administração de ambas as instituições. NOVO PLANOO governo do presidente Barack Obama vai anunciar na segunda-feira um plano para livrar o sistema financeiro dos ativos tóxicos. O governo vai estabelecer fundos de investimentos público-privados para comprar ativos lastreados em hipotecas e outros ativos. A aposta é que os investidores serão atraídos por uma combinação de desconto de preços e assistência federal. Mas a estratégia de expandir os programas existentes e criar novos mecanismos depende muito da participação do setor privado. Além disso, o programa é menor do que o originalmente vislumbrado, levantando dúvidas sobre se será adequado.O plano inclui a criação de uma entidade, garantida pelo FDIC, para comprar e realizar empréstimos. A garantia é de até US$ 500 bilhões. Além disso, o Departamento do Tesouro pretende expandir um programa do Federal Reserve para incluir ativos mais velhos criados em 2005 e 2006.

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