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EUA: Livro Bege vê crescimento 'modesto a moderado'

A economia dos Estados Unidos teve uma expansão "de modesta a moderada" em setembro e no início de outubro, apesar de a incerteza com o impasse fiscal em Washington ter sido sentida em todo o país, segundo o Livro Bege do Federal Reserve - sumário sobre as condições da economia norte-americana que servirá de base para as decisões de política monetária a serem tomadas na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc), nos dias 29 e 30.

AE, Agencia Estado

16 de outubro de 2013 | 16h05

O documento, que inclui os 12 distritos do Fed, mostrou condições mistas, com oito distritos reportando crescimento estável e quatro indicando expansão mais lenta. "Os distritos permaneceram otimistas em geral com a perspectiva para a atividade econômica", diz o Livro Bege. "No entanto, muitos notaram um aumento da incerteza devido principalmente à paralisação do governo e ao debate sobre o teto da dívida."

O documento pode ser um dos poucos dados que o Fomc terá para avaliar a economia na reunião deste mês, devido ao fato de a paralisação parcial do governo ter fechado agências que produzem diversos relatórios econômicos.

O Livro Bege mostrou alguns pontos positivos que podem indicar crescimento. Muitos distritos reportaram contínuos aumentos nos gastos dos consumidores, além de progresso no setor turístico e nas construções residenciais. Os gastos das empresas e os salários cresceram em muitos distritos, assim como a atividade manufatureira. Já as condições financeiras "não mudaram muito", com os empréstimos permanecendo modestos em muitos distritos.

As vendas de automóveis foram fortes no período em algumas áreas, principalmente Nova York. Já Chicago, Kansas City e Dallas reportaram uma desaceleração. As vendas no varejo melhoraram em Cleveland e Richmond, mas também pioraram em Chicago, Kansas City e Dallas.

O crescimento do emprego continuou "modesto" em setembro. Diversos distritos disseram que os empregadores estão cautelosos em expandir a folha de pagamento devido à incerteza com a implementação da reforma de saúde do presidente Barack Obama e com políticas fiscais em geral. Em Nova York, segundo o documento, houve menor criação de empregos.

As construções residenciais "aumentaram moderadamente", em ritmo mais forte em Minneapolis e Dallas. As vendas de residências e os preços continuaram a subir, com os estoques ainda baixos na maioria dos distritos. Mesmo assim, "alguns" distritos reportaram preocupação com as crescentes taxas hipotecárias.

As pressões de preço continuaram limitadas em setembro, com a maioria dos distritos reportando somente leves altas nos preços das commodities e capacidade limitada de repassar essas altas aos consumidores. O setor da agricultura mostrou resultados divergentes devido a condições climáticas. Fortes chuvas prejudicaram os distritos de Richmond, Atlanta e Kansas City e, por outro lado, algumas partes de Chicago, Minneapolis e Dallas sofreram com a seca. Fonte: Dow Jones Newswires.

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