EUA mantêm processo contra S&P por crise de 2008

País acusa agência de avaliações fraudulentas e de levar bancos a prejuízo de bilhões de dólares 

Agência Estado,

21 de maio de 2013 | 12h03

WASHINGTON - O Departamento de Justiça do governo dos Estados Unidos pediu na segunda-feira, 20, a um juiz federal da Califórnia a continuidade do processo movido contra a agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P). No mês passado, a empresa havia solicitado a rejeição do processo.

O governo americano aciona a S&P desde 4 de fevereiro. Acusando a agência de afirmar fraudulentamente que suas avaliações eram independentes e objetivas antes da crise financeira.

A S&P alega que decisão judicial anterior assegurou que as declarações sobre a objetividade e independência dos suas avaliações eram "mera publicidade". Não deveriam, de acordo com os acusados, ser tomadas ao pé da letra pelos investidores.

Entretanto, os advogados do Departamento de Justiça defendem que as declarações não eram genéricas o bastante.

"As declarações da S&P eram afirmações específicas, fraudulentas, feitas para induzir a confiança nos ratings da S&P".

O departamento atesta que bancos assegurados pelo governo e cooperativas de crédito confiaram nos ratings da S&P e compraram títulos lastreados em hipotecas, o que levou a um prejuízo de bilhões de dólares.

(As informações são da Dow Jones.)

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