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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

EUA mantêm taxa de juros inalterada e adota viés neutro

O Federal Reserve, o Banco Central norte-americano, abriu caminho para que as taxas de juro básicas de curto prazo possam subir no futuro próximo, ao dizer que o risco da recuperação econômica falhar já não pesa mais do que o risco da inflação vir a se intensificar. Convencido de que a primeira recessão dos EUA em uma década terminou, o Comitê de Política Monetária do Fed votou pela segunda vez este ano por deixar a taxa dos Fed Funds inalterada em 1,75%, o menor nível em 40 anos. O BC norte-americano também optou por deixar a simbólica taxa de resdesconto inalterada em 1,25%. Contudo, o Comitê revisou a avaliação sobre os riscos econômicos de curto prazo, classificando-os como "equilibrados" entre inflação e recessão. Isso implica que a inflação terá um papel mais evidente nas decisões sobre taxas de juro do Fed, do que tem sido nos últimos 15 meses.Desde dezembro de 2000, o Comitê tem avaliado que a recessão era o risco predominante para a economia. "A informação que se tornou disponível desde a última reunião do Comitê indica que a economia, impulsionada por uma virada marcante no investimento em estoques, está se expandindo num ritmo significativo", disse o Comitê na nota que explica a decisão. Além disso, o Comitê procurou esfriar as expectativas de Wall Street de que as autoridades monetárias do Fed irão elevar as taxas de juro até 7 de maio para conter o risco de inflação. A nota sugere que a inflação não é um perigo imediato porque "o fortalecimento da demanda final ao longo dos próximos trimestres, um elemento essencial na expansão econômica sustentada, ainda é incerto".Num movimento pouco comum, o Comitê também anunciou quantos membros votaram na decisão sobre as taxas de juro. A nota informa que a decisão teve votação unânime. Anteriormente, o Comitê anunciava os votos sobre o juro de seis a oito semanas depois de ocorrida a reunião.A decisão do Fed confirmou as expectativas de Wall Street e marcou o final formal da mais agressiva campanha de corte de juro do Fed realizada em 20 anos. O BC norte-americano reduziu o juro 11 vezes no ano passado, cortando 4,75 pontos porcentuais no total. A próxima reunião do Fed está marcada para o dia 7 de maio.

Agencia Estado,

19 de março de 2002 | 16h47

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