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EUA não esperam que o aço prejudique a Alca

O vice-representante de comércio dos Estados Unidos (USTR), Peter Allgeier, disse que não acredita que as medidas de salvaguarda que os Estados Unidos impuseram às importações ao aço vão criar dificuldades para a negociação da área da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), que entram em sua fase decisiva em pouco mais de dois meses. Ele enfatizou que a maneira como o governo estruturou as restrições, procurando poupar as exportações dos países da região, deveriam levar à conclusão oposta."Mesmo nas nossas relações bilaterais, nós e os nosso parceiros comerciais estamos cientes dos benefícios da Alca para o hemisfério, e isso ultrapassa qualquer divergência específica que possamos ter", afirmou Allgeier."Além disso eu diria que, francamente, o hemisfério foi tratado de forma extremamente justa: os membros dos acordos de livre comércio com os EUA, como México e Canadá, foram excluídos (das restrições), e a maioria dos países da América Latina e do Caribe foi excluída por causa da cláusula sobre países em desenvolvimento (que poupa os pequenos exportadores de produtos específicos de medidas de salvaguarda comercial)"."Quanto ao Brasil, para o qual as placas de aço carbono são as exportações mais importantes (para os EUA), o país é tratado de maneira bastante justa, com uma generosa fatia na quota tarifária de perto de 52%", disse Allgeier. "Por essas razões, não acredito que as salvaguardas terão um efeito prejudicial para a Alca; ao contrário, acho que a conclusão que se pode tirar é que há vantagem em ter uma área de livre comércio (com os EUA)."O chefe de Allgeier, Robert Zoellick, chega ao Brasil neste fim de semana, a convite do chanceler Celso Lafer, para discutir a agenda comercial entre o Brasil e os Estados Unidos. Allgeier conversou com os jornalistas antes de ler a declaração que Lafer divulgou nesta quarta-feira no Panamá, para condenar as medidas protecionistas americanas.Lafer afirmou que "a adoção das medidas de salvaguarda por parte do governo dos EUA não deixará de ter consequências sobre as negociações multilaterais no âmbito da Organização Mundial de Comércio e, em especial, no contexto da Alca".

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