EUA não podem se dar ao luxo de adiar pacote, diz Obama

'Estes são tempos extraordinários. E eles exigem ação rápida e extraordinária', afirma presidente americano

Renato Martins, da Agência Estado,

26 de janeiro de 2009 | 14h44

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que o país não pode se dar ao luxo de demoras na aprovação de um pacote de medidas de estímulo à economia. "Estes são tempos extraordinários. E eles exigem ação rápida e extraordinária", afirmou o presidente durante cerimônia relacionada ao lançamento da política de seu governo para o setor de energia. Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  "Nos últimos dias, ficamos sabendo que a Microsoft, a Intel, a United Airlines, a Home Depot, a Sprint Nextel e a Caterpillar estão, cada uma delas, cortando milhares de empregos", declarou Obama. "Isso não são apenas números numa página. Assim como os milhões de empregos perdidos em 2008, esses são homens e mulheres trabalhadores cujas famílias foram prejudicadas e cujos sonhos foram suspensos. Devemos a cada um deles, e a cada americano, agir com senso de urgência de propósito comum. Não podemos nos dar ao luxo de distrações, nem de demoras" acrescentou. Nesta terça-feira, Obama vai se reunir na sede do Congresso com legisladores do Partido Republicano, de oposição; essas reuniões poderão determinar se o projeto de lei de estímulo à economia deverá ser apoiado por congressistas dos dois partidos ou apelas pelos do Partido Democrata. Na cerimônia, realizada na Casa Branca, Obama determinou que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) considere a possibilidade de permitir que a Califórnia regulamente as emissões de gases que provocam o efeito estufa (aquecimento global); durante o governo do presidente George W. Bush, a Califórnia, estado mais populoso dos EUA, foi impedida pelas autoridades federais de adotar normas mais rígidas para os veículos licenciados ali. Obama também determinou que o Departamento dos Transportes estabeleça novos padrões de economia de combustível para os modelos produzidos a partir de 2011.

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