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E-Investidor: como a queda do PIB afeta o mercado financeiro

EUA oferecem financiamento para compra de ativos podres

Os Estados Unidos ofereceram nesta segunda-feira financiamento a investidores privados para ajudar tirar dos bancos até 1 trilhão de dólares em ativos podres que estão bloqueando empréstimos e agravando a recessão norte-americana.

DAVID LAWDER E GLENN SOMERVILLE, REUTERS

23 de março de 2009 | 08h56

Os mercados receberam bem a notícia, ao contrário da decepção mostrada no mês passado ao esboço de uma parceria público-privada anunciada pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner.

Ainda restam questões sobre como os ativos serão precificados.

Inicialmente, o Tesouro vai colocar 75 bilhões a 100 bilhões de dólares para lançar as parcerias, tirando dinheiro do pacote de resgate de 700 bilhões de dólares aprovado pelo Congresso em outubro, segundo informou uma autoridade do governo.

O dinheiro do governo será colocado lado a lado com capital privado e então alavancado a até 500 bilhões de dólares, ou possivelmente o dobro desse valor, com a ajuda do Federal Deposit Insurance Corp, um regulador bancário norte-americano, e do Federal Reserve.

Geithner escreveu no Wall Street Journal desta segunda-feira ser necessário fazer algo para limpar os bancos e retomar o fluxo de empréstimos.

"Simplesmente torcer para que os bancos resolvam esses ativos com o tempo corre o risco de prolongar a crise, numa repetição da experiência japonesa", afirmou ele, referindo à década de estagnação econômica no Japão nos anos 1990.

Sob o programa de Geithner, o governo fornecerá a maior parte do financiamento para comprar os ativos, para encorajar os investidores privados a participar.

Geithner explicará o plano em discurso às 9h45 (horário de Brasília).

"Se as autoridades norte-americanas de fato tiverem êxito em comprar até 1 trilhão de dólares em ativos podres, será um passo significativo", disse Mamoru Yamazaki, economista-chefe do RBS Securities.

"No entanto, os mercados ficarão desapontados se o programa não caminhar devido a problemas sobre como os ativos serão precificados."

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