EUA pagam por ineficiência, diz Bush

Presidente americano lamenta dependência do petróleo

Washington, O Estadao de S.Paulo

23 de abril de 2008 | 00h00

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse ontem que está "obviamente preocupado" com o impacto dos crescentes preços do petróleo - e conseqüentemente da gasolina - sobre os consumidores. "Não há dúvidas de que os elevados preços da gasolina são como um imposto sobre nossos trabalhadores", afirmou. Bush falou sobre o assunto durante um encontro com o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, e com o presidente do México, Felipe Calderón. Em uma cúpula para discutir o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), eles também abordaram temas como política energética. O presidente americano reiterou o pedido por mais exploração doméstica de petróleo e gás e disse que os Estados Unidos estão pagando agora por anos de política de energia ineficaz, algo que, de acordo com Bush, negligenciou os hidrocarbonetos no país. "Não há excesso de capacidade no mundo. Infelizmente, muito de nosso suprimento vem de países onde há instabilidade política", disse Bush. Ele aproveitou a ocasião para, mais uma vez, negar que a economia dos EUA entrou em recessão. "Não estamos em recessão, estamos em um desaquecimento econômico", declarou, pedindo que o Congresso não eleve impostos.PLANOO Departamento de Transportes dos EUA apresentou ontem um projeto que pretende estimular as montadoras a produzir automóveis mais econômicos. A idéia é reduzir a dependência do país do petróleo e as emissões dos gases causadores do efeito estufa. O plano prevê que, a partir de 2015, os carros saiam das fábricas com capacidade de rodar 32 milhas (aproximadamente 51 quilômetros) com um galão de combustível (o equivalente a 3,7 litros). Isso significa uma redução de 25% em relação ao consumo atual. "A proposta é historicamente ambiciosa e possível", afirmou a secretária de Transportes, Mary Peters, em comunicado. "Nos ajudará a respirar um pouco melhor ao reduzir nossas emissões, e cortará o consumo de combustíveis."Segundo ela, o plano promoveria economia de 208 bilhões de litros de gasolina por ano, o equivalente a US$ 100 bilhões. O presidente da Associação de Fabricantes de Veículos dos EUA, Dave McCurdy, disse que os fabricantes "estão preparados para enfrentar o desafio". AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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