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EUA: Paralisação leva economistas a cortarem projeções

A paralisação do governo dos Estados Unidos, que já dura quase duas semanas, já afetou uma pequena, mas notável, parte do crescimento econômico. Economistas já cortam suas estimativas para o crescimento do quarto trimestre, com base somente nos primeiros 11 dias de paralisação. O prejuízo pode ser maior se os parlamentares não chegarem em breve a um acordo.

AE, Agencia Estado

11 de outubro de 2013 | 17h13

A Macroeconomic Advisers cortou 0,2 ponto porcentual da sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste trimestre, que agora é de 1,9%. Seus economistas preveem que os gastos do governo vão se contrair 2,0% no trimestre, mais que a estimativa anterior de 0,7%.

Os cortes automáticos de gastos que entraram em vigor este ano já haviam prejudicado o crescimento na primeira metade do ano, mas a paralisação parece estar pressionando ainda mais os freios.

O economista do West Chief Scott Anderson também cortou sua expectativa para o crescimento do PIB neste trimestre de 2,1% para 1,9%. Sua previsão para o primeiro trimestre de 2014 sofreu corte de 0,1 ponto porcentual.

"Cortes adicionais são prováveis se a paralisação continuar na próxima semana", disse Anderson. "A ameaça iminente de um default do governo parece ter diminuído, mas o prejuízo para o crescimento econômico dos EUA já foi feito."

Na semana passada, o Bank of America Merrill Lynch já havia cortado sua estimativa de crescimento para o terceiro e quarto trimestres. A projeção agora é de crescimento de 1,7% entre julho e setembro, ante 2,5% anteriormente, e de 2,0% para o quarto trimestre, ante previsão anterior de 2,5%.

Avaliar a economia, porém, continuará a ser difícil. A paralisação já adiou mais de uma dúzia de relatórios econômicos, incluindo dados previstos para a semana que vem de preços ao consumidor e produção industrial. Se a paralisação continuar, o Departamento do Comércio pode ser forçado a adiar a primeira leitura oficial do PIB do terceiro trimestre, prevista para 30 de outubro. Fonte: Dow Jones Newswires.

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