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EUA pedem que Brasil use influência para salvar Doha

Para secretário de Comércio norte-americano, 'Brasil pode convencer outros países em desenvolvimento'

TODD BENSON, REUTERS

10 de outubro de 2007 | 14h48

Os Estados Unidos instaram o Brasil nesta quarta-feira, 10, a usar sua influência junto a países em desenvolvimento para assegurar que a Rodada de Doha de negociações comerciais não termine sem acordos.   O pedido aconteceu um dia após Washington ter anunciado que as exigências feitas por nações em desenvolvimento podem arruinar as negociações, lançadas pela Organização Mundial do Comércio há quase seis anos para tirar milhões da pobreza e impulsionar a economia global com a abertura de mercados.   "Agora é hora de o Brasil... usar a significante influência que tem ao redor do mundo", disse o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Carlos Gutierrez, em um evento com líderes empresariais em São Paulo.   "O Brasil pode convencer outros países em desenvolvimento", acrescentou. "Se o Brasil mostrar amparo e publicamente declarar seu apoio ao acordo da OMC... isso terá um impacto em outras economias emergentes".   As negociações, que sofreram com um problema atrás do outro, ganharam nova vida no mês passado com os papéis sobre agricultura e indústria divulgados por mediados da OMC em julho.   Gutierrez rejeitou especificar quais países o Brasil poderia convencer a mostrar mais flexibilidade nas negociações. Mas as declarações parecem voltadas para a África do Sul que, em nome de grandes países em desenvolvimento como Índia e Brasil, recentemente afirmou que a oferta dos EUA de reduzir os subsídios agrícolas era insuficiente.   Para que um acordo possa ser politicamente viável, cada membro da OMC precisa ser capaz de abrir mão de alguns pontos para ganhar em outros. Washington quer acesso aos mercados de bens manufaturados e serviços de países em desenvolvimento em troca de cortes em seus subsídios agrícolas.   "Colocamos uma boa proposta na mesa quanto aos subsídios", afirmou Gutierrez. "O que gostaríamos de ver é uma resposta recíproca".   No mês passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, durante visita a Washington, que o Brasil está "disposto a fazer o que for necessário" para alcançar um acordo, aumentando esperanças sobre o fim do impasse.

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