R$ 1,57 bi

E-Investidor: Tesouro Direto atrai mais jovens e bate recorde de captação

EUA podem ampliar poder do Fed para regular mercados

Administração do governo americano pretende divulgar mudanças antes da reunião de chefes de estado do G20

Agência Estado, com informações da Dow Jones

16 de março de 2009 | 15h38

As principais diretrizes da reforma da regulamentação dos mercados financeiros que estão sendo estudadas pela administração Barack Obama deverão dar mais poderes ao Federal Reserve (Fed), que tem acumulado grandes e novas competências desde a crise financeira começou, diz o Wall Street Journal. De acordo com pessoas próximas à questão, as diretrizes estudadas pelo governo incluíram dar novos atribuições ao Fed (o banco central americano), como a autoridade para monitorar operações que podem gerar grandes riscos à economia.

 

Veja também:  

linkLições de 29

linkComo o mundo reage à crise especial

linkEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise

linkDicionário da crise especial 

 

As propostas também devem abranger exigências de capital mais rígidas para grandes bancos e permissão para que os reguladores assumam grandes empresas em processo de falência, se houver o risco de contaminação de outros setores economia. "Queremos acelerar o ritmo de mudanças na agenda de reformas", disse o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, em uma entrevista depois da reunião dos líderes do G-20 durante o fim de semana, em Londres, onde ele foi bastante pressionado para agir na questão da regulação dos mercados.

 

A administração Obama pretende divulgar suas propostas sobre a questão antes da reunião dos chefes de estado do G-20, em 2 de abril. Geithner disse que quer coordenar as mudanças com outros países, mas cada um deve implementar suas próprias regras. Há grandes diferenças sobre como regular participantes do mercado como os hedge funds, com Alemanha e França querendo uma supervisão mais dura que os EUA. "Seremos ambiciosos, mas iremos trabalhar juntos", disse Geithner.

 

A atual administração está trabalhando com o Congresso na questão e a agenda de Geithner contém algumas das prioridades listadas recentemente pelo presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, e pelo presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, deputado Barney Frank. Alguns pontos continuam incertos, em particular se a administração irá abraçar as propostas mais controversas de Frank, como deixar promotores estaduais processar bancos nacionais ou restringir as compensações recebidas pelos executivos de instituições financeiras.

 

Espera-se que Geithner proponha que o governo tenha uma autoridade mais abrangente sobre todos os produtos financeiros vendidos aos consumidores e uma aplicação consistente das leis de proteção ao consumidor relacionadas às hipotecas e aos cartões de crédito.

 

Um dos componentes principais do plano seria aumentar as atribuições do Federal Reserve, que já executa a política monetária e tem acumulado grandes e novas competências desde a crise financeira começou. A atual estrutura de regulação de serviços financeiros significa que nenhuma instituição tem capacidade para supervisionar os mercados de forma mais abrangente para identificar sinais de risco sistêmico, como as enormes apostas feitas por bancos de investimento em dívida hipotecária. Geithner que o Fed tenha a autoridade para fazer isso.

 

Ao mesmo tempo, o Tesouro espera definir de forma clara os novos poderes do Fed a fim de não criar a expectativa de que a agência irá correr para resolver qualquer problema do mercado. Os novos poderes devem incluir algum tipo de supervisão dos grandes hedge funds.

 

Outra frente iria rever a forma como o governo controla o sistema de liquidações e pagamentos, um pouco conhecido, mas importante caminho pelo qual circula o fluxo de dinheiro de um banco para outro. Esse sistema é crucial nos mercados de crédito, já que permite que os bancos compensem pagamentos e emprestem dinheiro um do outro em uma base diária. Quando esse sistema apresenta problemas, o fluxo de dinheiro para financiar as operações dos bancos pode esgotar-se rapidamente.

 

Ainda sob as novas regras que devem ser desenhadas pela administração Obama, as principais instituições financeiras enfrentariam exigências mais rigorosas de capital. O volume de capital é visto como um importante componente da saúde do banco por ser um colchão contra perdas inesperadas. As atuais regras permitem que os bancos mantenham níveis menores de reservas quando os mercados estão tendo um bom desempenho.

 

O resultado é que os bancos podem ser surpreendidos por mudanças no ambiente do mercado quando estão com baixo volume de capital. Essa foi uma das razões pela qual a administração George W. Bush lançou um plano de US$ 250 bilhões para recapitalizar o setor bancário no final do ano passado.

Tudo o que sabemos sobre:
FedBarack ObamaTimothy Geithnercrise

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.