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EUA podem recorrer à OMC contra salvaguardas da UE

A imposição de salvaguardas ao aço anunciada pela União Européia (UE) há dois dias poderá levar os Estados Unidos a recorrer à Organização Mundial do Comércio(OMC) contra a decisão de Bruxelas.Segundo os diplomatas norte-americanos em Genebra, asalegações utilizadas pelos europeus para impor as barreiras ao aço podem ser questionadas juridicamente. A decisão de levar o caso à OMC, porém, deverá ser tomada nos próximos dias.Para a UE, a medida é uma prevenção para evitar que o mercado europeu seja inundado por produtos que não consigam entrar no mercado norte-americano, principalmente depois que a Casa Branca anunciou novas medidas protecionistas no início do mês.Mas para os Estados Unidos, a suposta "ameaça de inundação" ainda não teve tempo de ser constatada no mercado mundial. "A medida norte-americana entrou em vigor no último dia 20 e não acredito que a Europa já esteja observando um aumento de importações desde então", afirma um funcionário do governo norte-americano. Para ele, uma salvaguarda apenas pode sercolocada quando há um evidente aumento das importações."O que estamos fazendo é nos proteger contra uma ameaça, o que é perfeitamente compatível com as regras da OMC", responde um diplomata europeu. Bruxelas teme que, diante do fechamento do mercado norte-americano, o aço exportado pelo Japão, Coréia, Rússia e Brasil seria desviados para a Europa.Enquanto os Estados Unidos montam sua estratégia para lutar contra as barreiras européias, Bruxelas busca novos aliados no caso contra as barreiras de 30% de Washington. Hoje, a Venezuela e a Noruega solicitaram autorização para participar da queixa da UE contra a Casa Branca na condição de terceiras partes.Além disso, autoridades japonesas e européias concluíram, hoje um acordo para pressionarem os Estados Unidos a desistirem de impor barreiras às importações de aço. Outro país que pode entrar na coalizão é a Coréia do Sul, que também recorreu à OMC contra os Estados Unidos.Para especialistas, o cenário promete ser o de uma escalada de processos judiciais na OMC nos próximos dias. A questão é saber quando esses processos estariam concluídos, já que, em alguns casos, uma disputa pode levar até cinco anos para ser solucionada. "Temos que encontrar uma solução urgente para o aumento do protecionismo no setor siderúrgico", afirma um diplomata japonês.

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