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EUA: programas de socorro do governo envolvem US$ 2,98 tri

Restam apenas US$ 109,5 bi em programa de US$ 700 bi lançado para remover ativos tóxicos dos bancos

AE-Dow Jones,

31 de março de 2009 | 17h54

Um inspetor-geral especial que supervisiona os esforços do governo para socorrer partes do setor privado disse que a administração federal até agora se comprometeu com quase US$ 2,98 trilhões em medidas para estabilizar as companhias financeiras e socorrer as montadoras domésticas.

 

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Entretanto, restam apenas US$ 109,5 bilhões em um polêmico programa de US$ 700 bilhões que foi lançado como forma de remover ativos tóxicos dos balanços dos bancos, disse o inspetor-geral especial Neil Barofsky aos membros do Comitê de Finanças do Senado. Barofsky, que é conhecido como o "policial do Tarp" porque seu escritório é responsável por policiar os US$ 700 bilhões do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp).

 

Suas estimativas se equiparam com aquelas dadas pelo Escritório de Responsabilidade Final do Governo (GAO, na sigla em inglês), que também supervisiona o programa, mas difere da estimativa de US$ 134,5 bilhões em fundos remanescentes que o Departamento do Tesouro forneceu durante o final de semana.

 

Barofsky atribuiu a discrepância entre os dados à expectativa do Tesouro que os receptores de fundos do Tarp vão devolver US$ 25 bilhões ao programa. Mas como os reguladores devem aprovar a devolução dos fundos, não está claro quanto será restituído ao Tarp.

 

O dado de US$ 2,98 trilhões dado por Barofsky reflete os gastos no Tarp, assim como o financiamento para certos programas do Federal Reserve e da Corporação Federal de Seguro de Depósito (FDIC, na sigla em inglês). Esse número não inclui os custos para empréstimos de capital de giro para a General Motors e a Chrysler ou um novo programa de garantia ao setor automotivo do governo anunciado na segunda-feira.

 

"Isto é um compromisso financeiro imenso, sem precedentes... US$ 2,9 trilhões é pouco menos do que todo o governo federal gastou no ano fiscal 2008", disse o presidente do Comitê de Finanças do Senado, o democrata Max Baucus. "É como ter um segundo orçamento do governo dos EUA dedicados somente à salvação do sistema financeiro e isso é verdadeiramente surreal", acrescentou.

 

Tal compromisso de um volume imenso de fundos em um período curto de tempo "inevitavelmente vai atrair aqueles que buscam lucrar criminalmente", disse Barofsky. "Se, em termos porcentuais, algumas das estimativas de fraude nos recentes programas do governo for aplicado aos programas do Tarp, estaremos olhando para uma exposição potencial de centenas de bilhões de dólares em dinheiro dos contribuintes perdidos para a fraude", disse aos membros do Comitê do Senado.

 

Em um relatório divulgado separadamente nesta terça-feira, o GAO recomendou que o Tesouro busque concessões dos funcionários da American International Group (AIG) e das contrapartes que fizeram negócios com a gigante seguradora. "O apoio do governo deve vir com condições fortes", diz o relatório, observando que os termos do mais recente pacote de socorro para a AIG ainda têm de ser finalizado.

 

A AIG, que recebeu US$ 173 bilhões em ajuda federal, se tornou alvo de fortes críticas por ter pago US$ 165 milhões em bônus para executivos depois de ter sido socorrida pelo governo e por pagamentos feitos aos bancos com os quais tinha feito negócios - uma lista que inclui o Goldman Sachs. Barofsky disse que se escritório iniciou uma investigação sobre os pagamentos de bônus e que planeja investigar os pagamentos feitos para as contrapartes também. As informações são da Dow Jones.

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