EUA prometem cortes 'enormes' em subsídios e tarifas para Doha

Os Estados Unidos estão dispostos arealizar cortes "enormes" nos seus subsídios agrícolas e nassuas tarifas de importação, como forma de ajudar um desenlacepositivo da Rodada de Doha durante a reunião ministerial dasemana que vem em Genebra, disse a representante comercial dosEUA, Susan Schwab. "Já sinalizamos nossa disposição para colocar uma enormequantidade de abertura de mercados e disciplina de subsídiossobre a mesa no contexto de um acordo", disse Schwab emdiscurso na Associação Internacional de Comércio de Washington. "A questão agora é se esses países em desenvolvimento terãoreciprocidade", disse ela, referindo-se a Brasil, Índia, Chinae outras economias emergentes. Cerca de 30 a 40 autoridades mundiais, inclusive Schwab,embarcam no fim de semana para Genebra na esperança deconcluírem as discussões a respeito de bens agrícolas eindustriais, de modo a permitir uma conclusão da Rodada de Dohaainda em 2008, após sete anos de negociações. A reunião começa na segunda-feira e deve durar até seisdias. Nessas negociações, os EUA estão sob pressão para reduzirpara 13 bilhões de dólares anuais o teto dos subsídios que sãooferecidos a seus produtores rurais e afetam as condições domercado. Devido ao preço das commodities e a outros fatores, osEUA atualmente gastam um valor inferior ao discutido emsubsídios. Mesmo assim, os fazendeiros dos EUA alegam que estão sendocoagidos a entregar mais do que receberiam em novasexportações, já que muitos países em desenvolvimento não queremabrir seus mercados. Schwab não citou possíveis cifras da redução, mas disse queo destino da Rodada de Doha depende principalmente da aberturados grandes mercados em desenvolvimento, como Brasil, Índia eChina. De acordo com ela, mais de 80 dos países mais pobres da OMCteriam de fazer aberturas nulas ou muito pequenas. "A parte mais difícil na conclusão do acordo, sob muitosaspectos, é saber quando encerrá-lo", disse Schwab. "Em poucosdias essa será nossa meta, e sabemos que para isso seránecessário algo além da liderança dos EUA."

DOUG PALMER, REUTERS

17 de julho de 2008 | 10h13

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