EUA prometem mais recursos para bancos, se necessário

Os reguladores do sistema bancário dos Estados Unidos prometeram nesta segunda-feira injetar nos bancos novos recursos, se necessário, e garantir a viabilidade das principais instituições por intermédio de um programa que será lançado na quarta-feira. "O governo dos Estados Unidos está lado a lado com o sistema bancário durante este período de problemas financeiros, para assegurar que os bancos vão dar conta da sua principal função, que é dar crédito a famílias e negócios", afirmaram os reguladores num comunicado divulgado pelo Tesouro norte-americano. O texto não cita nenhum banco em particular. Os comentários dos reguladores se seguiram à publicação de uma reportagem no Wall Street Journal, segundo a qual o governo dos Estados Unidos negocia uma maior participação no Citigroup. O jornal disse que os contribuintes podem acabar com 40 por cento do banco. As ações do Citigroup tinha forte alta nesta segunda-feira com a notícia. "O governo vai assegurar que os bancos tenham o capital e a liquidez necessárias para fornecer o crédito necessário para retomarmos o crescimento econômico", declararam os reguladores. "Mais ainda, reiteramos a nossa determinação para preservar a viabilidade das instituições financeiras importantes, para que elas sejam capazes de cumprir os seus compromissos." O Programa de Assistência de Capitais, a ser lançado na quarta-feira, foi anunciado no dia 10 de fevereiro pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, como parte de um pacote maior de socorro aos bancos. De acordo com o programa, os reguladores farão testes para avaliar a necessidade em potencial por capitais dos principais bancos norte-americanos, caso a economia tenha uma perfomance pior do que a esperada. "Se essa avaliação indicar que um capital adicional é preciso, as instituições terão a oportunidade de buscar os recursos em fontes privadas", declararam os reguladores. "Ou então, o capital será disponibilizado pelo governo." PRECAUÇÃO Qualquer dinheiro do governo sob o novo programa virá em forma de ações preferenciais, que poderiam ser convertidas para manter os bancos capitalizados. Se a condição do banco melhora, essas ações podem ser retiradas antes da conversão. Os reguladores enfatizaram, no entanto, que os principais bancos têm hoje recursos suficientes para serem considerados capitalizados. O objetivo do programa é garantir que as instituições virão a ter capital suficiente, caso as condições da economia piorem. "Pelo fato de a nossa economia funcionar melhor quando instituições financeiras são geridas pelo setor privado, o princípio do Programa de Assistência de Capitais é que os bancos devem permanecer em mãos privadas", afirmaram os reguladores. O grupo de reguladores é composto pelo Tesouro e outros organismos financeiros dos Estados Unidos. (Reportagem por David Lawder)

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