EUA querem acordo com países andinos

Depois dos acordos comerciais assinados com o Chile, há exatamente um ano, e com a Austrália, no mês passado, os Estados Unidos estão agora correndo atrás dos países da Comunidade Andina de Nações (CAN). Diante das dificuldades para avançar nas negociações no âmbito da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), os EUA convidaram a Bolívia, Colômbia, Peru e Equador para uma primeira reunião em abril, quando seriam discutidas as bases de um futuro acordo de livre comércio. A Venezuela, uma espécie de "ovelha negra" da CAN para Washington, foi excluída desse primeiro encontro, embora não tenha sido decidido ainda se os países "convidados" negociarão em bloco ou individualmente com os EUA. O secretário geral da CAN, Allan Wagner, que esteve em Washington no início desta semana, informou que a proposta norte-americana é, primeiro, negociar com a Colômbia e Peru e, depois, com a Bolívia e Equador. Mais adiante, a Venezuela também seria convidada. Vale lembrar que, na América Latina, os EUA só tem acordos desse tipo com o México e Chile. Ainda na capital norte-americana, Wagner assinou um convênio de US$ 250 mil com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Esse recursos serão direcionados justamente para a as negociações com os EUA, que devem englobar sete grandes temas, entre eles acesso aos mercados e políticas de concorrência, segundo o secretário geral da CAN. Entre 1993 e 2002, as exportações dos países da CAN para os Estados Unidos, Canadá e México pularam de US$ 14,4 bilhões, para 23,4 bilhões. Enquanto que as importações de produtos norte-americanos por parte dos países andinos se mantiveram quase inalteradas nesse mesmo período (US$ 12,6 bilhões em 1993, ante US$ 13,2 bilhões em 2002). Já as exportações totais das cinco nações da CAN nesses dez anos cresceram de US$ 29,74 bilhões para US$ 50,92 bilhões. E as importações de US$ 28,8 bilhões para US$ 39,01 bilhões.

Agencia Estado,

04 Março 2004 | 15h54

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