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EUA querem destravar Rodada Doha

Cinco meses depois de tomar posse, o governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, finalmente dará seus primeiros passos no campo comercial e na tentativa de fechar a Rodada Doha de comércio multilateral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Hoje, o representante de Comércio de Obama, Ron Kirk, inicia sua primeira visita à entidade. No fim de semana, se reuniu com europeus para traçar um plano para tentar levar a Rodada a uma conclusão. O Brasil vai deixar claro sua posição: o governo norte-americano precisa mostrar liderança e acabar com o silêncio mantido até agora sobre qual será sua estratégia comercial.

Agencia Estado

11 de maio de 2009 | 09h27

A Rodada Doha foi lançada em 2001 e o ex-presidente George W. Bush passou todo seu mandato prometendo flexibilizar suas posições para fechar um acordo. No ano passado, exatamente a Casa Branca impediu um entendimento, depois que governos de todo o mundo já estavam prontos para assumir as consequências de um acordo de liberalização. Com os democratas no poder, o temor dos países emergentes é de que as condições para um acordo fiquem ainda mais difíceis. Durante a campanha, tanto Hillary Clinton - hoje secretária de Estado - como Obama rejeitaram assinar acordos que não trouxessem vantagens aos trabalhadores americanos, chegando a sugerir uma revisão completa dos termos de acordos na OMC.

O próprio governo Obama já deixou claro que, em um acordo, terá de ter maior acesso aos mercados de países emergentes, entre eles o Brasil. O preço pago por um acordo, portanto, seria maior para as economias em desenvolvimento, que teriam de aceitar produtos americanos. Essa indicação gerou preocupações entre as diplomacias dos países emergentes.

Mas, com a recessão mundial, Obama sabe que precisará também dar uma resposta e ainda garantir sua promessa de que quer fortalecer o sistema multilateral. Há uma semana, em seu primeiro discurso sobre política comercial, Kirk deu seus primeiros recados. Além disso, fechou um acordo sobre o comércio de carnes com a Europa, colocando um fim a uma disputa de 13 anos. O acordo foi visto como um sinal de que a Casa Branca quer negociar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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