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EUA querem fim de tarifa zero a exportações brasileiras

Alguns parlamentares norte-americanos defendem que o Brasil seja excluído do Sistema Geral de Preferências (SGP), que dá aos países em desenvolvimento tarifa zero para a importação de diversos produtos pelos Estados Unidos. O embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Roberto Abdnur, considerou "absolutamente descabida" a justificativa desses parlamentares de que a participação seria um desestimulador para que o Brasil abrisse mais o seu mercado nas negociações da Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo Abdnur, o Brasil está pronto para ampliar o acesso ao seu mercado, desde que consiga redução de subsídios agrícolas e maior acesso a mercados para os produtos do agro nos Estados Unidos e na Europa. Ele lembrou também haver parlamentares que consideram que países como o Brasil, China e Índia deveriam ficar fora do SGP por estarem mais desenvolvidos do que outros beneficiados. De acordo com Abdnur, os Estados Unidos tirarem o Brasil do SGP "é dar um tiro no pé". Isso porque boa parte das exportações brasileiras para aquele país é de empresas americanas no Brasil. Além disso, a decisão poderia ampliar o déficit comercial americano com a China - que já está em US$ 200 bilhões por ano. Abdnur observou que o governo americano propôs a renovação do SGP tal como ele é, incluindo o Brasil, para o fim deste ano.Etanol O embaixador participou do Seminário "Business Future of the Americas 2006" promovido pela Associação das Câmaras Americanas de Comércio da América Latina, que está sendo realizado no Jockey Clube, em São Paulo. Na sua palestra ele deu destaque à questão do etanol. "Propomos que Brasil e Estados Unidos unam forças para a globalizar o etanol", afirmou. Abdnur explicou que atualmente o único país em que o etanol é largamente consumido é o Brasil, mas que cresce nos Estados Unidos o interesse pelo produto, diante dos altos preços do petróleo e da gasolina.Juntos, Brasil e Estados Unidos respondem por 70% da produção mundial de etanol, disse o embaixador. Segundo Abdnur, "alguns americanos têm certo medo da competitividade do etanol brasileiro". Ele defendeu que é importante para o Brasil que os Estados Unidos e também a Europa e a Ásia obtenham êxito na produção, para que esse material deixe de ser uma commodity agrícola e se transforme em uma commodity de energia.

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