EUA realizam o maior corte de vagas de trabalho desde 1974

Desemprego no país sobe para 6,7% em novembro, o maior nível em 15 anos, com o corte de 533 mil postos

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

05 de dezembro de 2008 | 11h44

O mercado de trabalho dos EUA fez o maior corte de vagas dos últimos 30 anos em novembro, levando a taxa de desemprego para o nível mais elevado em 15 anos. Com base nas folhas de pagamento (payroll), o Departamento do Trabalho verificou cortes de 533 mil vagas em novembro, marcando o 11º mês seguido de retração na oferta de trabalho nos EUA. É o maior volume de cortes desde dezembro de 1974. Economistas ouvidos pela Dow Jones previam o corte de 350 mil vagas em novembro.     Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira globalEntenda a disparada do dólar e seus efeitos Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   A taxa de desemprego nos EUA subiu para 6,7% em novembro, o maior nível desde outubro de 1993, informou o Departamento de Trabalho. Em outubro, a taxa estava em 6,5% e economistas esperavam aumento para 6,8%.  Os cortes de empregos feitos nos últimos três meses já somam 1,2 milhão, contabilizando as revisões feitas pelo Departamento do Trabalho nos números de outubro e de setembro. Em outubro, o número de vagas cortadas subiu 320 mil, segundo a revisão, de 240 mil no cálculo anterior. Em setembro, as vagas cortadas somaram 403 mil, conforme a revisão. O salário médio por hora trabalhada nos EUA aumentou US$ 0,07, ou 0,4%, em novembro, para US$ 18,30, informou o Departamento do Trabalho. Embora o aumento tenha sido maior que a previsão de economistas de alta de 0,2%, o avanço em relação ao ano anterior foi de apenas 3,7%. As horas médias trabalhadas por semana caíram para 33,5 horas, de 33,6 horas no mês passado. Setor de serviços lidera cortes O corte de postos de trabalho nos EUA em novembro foi espalhado por diversos setores, com destaque para o setor de serviços, que perdeu 370 mil vagas, segundo dados do Departamento de Trabalho. Dentro deste grupo, as empresas de serviços profissionais e empresariais cortaram 136 mil empregos, na décima queda em 11 meses, enquanto o setor financeiro perdeu 32 mil vagas. As indústrias produtoras de bens perderam 163 mil empregos em novembro. Neste grupo, as empresas de manufaturas cortaram 85 mil vagas, enquanto as fabricantes de veículos e peças perderam 13 mil.O setor de construção diminuiu 82 mil postos de trabalho. O comércio varejista eliminou 91 mil empregos, enquanto as empresas de lazer e hospitalidade cortaram 76 mil empregos. O emprego temporário teve queda de mais de 78 mil postos. Continuando a tendência recente, os principais pontos positivos estão em cuidados médicos e educação, onde o emprego aumentou em 52 mil vagas. O governo acrescentou 7 mil postos de trabalho. As informações são da Dow Jones.

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