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EUA recusam nova ajuda ao Brasil; dólar bate recorde do real

O secretário do Tesouro dos EUA, Paul O´Neill, disse hoje que fará oposição à eventual elevação da assistência do FMI ao Brasil, porque a queda dos últimos dois meses nos mercados financeiros é resultado de preocupações políticas e não econômicas. "Jogar o dinheiro dos contribuintes norte-americanos na incerteza política brasileira não me parece brilhante", afirmou. "A situação é política. Não deriva de condições econômicas".Os EUA, como maior acionista do FMI, tem poder de veto aos empréstimos concedidos pelo FMI. Alguns investidores, disse O´Neill, estão nervosos sobre o resultado das eleições. "Não acredito que haja um antídoto econômico contra isso", afirmou. "Gostaria que as coisas estivessem mais estáveis, mas a situação brasileira é realmente função do processo político, do processo eleitoral do país". Para ele, "não está claro o que é possível fazer".Na sequência das declarações, o preço do dólar comercial atingiu no mercado à vista novo recorde do real, ao ser negociado na venda a R$ 2,84, com alta de 2,53%. Esta cotação supera a máxima anterior do real, registrada em 21 de setembro de 2001, de R$ 2,835. O C-Bond, título da dívida brasileira, atingiu nova mínima, a 55 centavos por dólar, queda de 5,9% do fechamento. O risco país chegou a 1.750 pontos, em alta de 9,93%. A bolsa de São Paulo recua mais de 5%.

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